<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Berta Caceres &#8211; Marcha</title>
	<atom:link href="https://marcha.org.ar/tag/berta-caceres/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcha.org.ar</link>
	<description>Periodismo popular, feminista y sin fronteras</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 May 2022 17:15:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>es-AR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.9.13</generator>

<image>
	<url>https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/05/cropped-FAV_ICON-1-32x32.png</url>
	<title>Berta Caceres &#8211; Marcha</title>
	<link>https://marcha.org.ar</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Berta Cáceres: “Nós, mulheres, indígenas e negras, temos um século de resistência”</title>
		<link>https://marcha.org.ar/berta-caceres-nos-mulheres-indigenas-e-negras-temos-um-seculo-de-resistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 13:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiales]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Defensoras]]></category>
		<category><![CDATA[defensoras del territorio]]></category>
		<category><![CDATA[portugues]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=54306</guid>

					<description><![CDATA[O feminicídio político da defensora dos rios e líder do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), Berta Cáceres Flores, é um ponto de inflexão no reconhecimento das Defensoras dos territórios do Sul Global. Seis anos após ter virado semente, compartilhamos suas reflexões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style=""><span style="font-weight: 400;">O feminicídio político da defensora dos rios e líder do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), Berta Cáceres Flores, é um ponto de inflexão no reconhecimento das Defensoras dos territórios do Sul Global. Seis anos após ter virado semente, compartilhamos suas reflexões para a série “Defensoras. A vida no centro”, um trabalho realizado em parceria pelo </span><span style="font-weight: 400;">Marcha Noticias</span><span style="font-weight: 400;"> e pela </span><span style="font-weight: 400;">Acción por la Biodiversidad</span><span style="font-weight: 400;">.</span></span></em></p>
<p><strong><span style="">Por Redacción Marcha * | Ilustración: Ximena Astudillo </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Berta, junto com a comunidade do Rio Gualcarque, se opôs à construção do projeto hidrelétrico &#8220;Agua Zarca&#8221;, da empresa DESA, em seu território, e por esse motivo foi assassinada por um grupo de pistoleiros contratados pela empresa, com a cumplicidade do Estado hondurenho.</span></p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-53963" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-630x372.jpg" alt="" width="630" height="372" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-630x372.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-640x378.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres.jpg 770w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">– Foto retirada de Colombia informa</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Desde o assassinato em 2016 até os dias de hoje, os povos de Abya Yala têm evidenciado diferentes formas de ameaças e ataques vinculados ao avanço de projetos extrativistas em seus territórios, com consequências que se somam à crise sistêmica exposta pela pandemia de covid-19 e pela crise climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Em 2015, Berta recebeu o Prêmio Ambiental Goldman, o maior reconhecimento mundial para ativistas ambientais. Na cerimônia de premiação, a defensora dos rios já previa o contexto atual de crise social e ambiental: “Desperta, humanidade, já não há tempo!”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Durante a última viagem de Berta à Argentina, em 2014, conversamos com ela. Ela explicou, a partir de uma perspectiva de gênero, a situação do povo hondurenho diante do avanço da privatização e da espoliação de seus territórios e bens comuns com a cumplicidade do Estado hondurenho e seu braço paramilitar. Também falamos sobre o lugar das feministas na luta dos movimentos populares, indígenas e camponeses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Conversamos com Berta em uma pizzaria, em um desses restaurantes emblemáticos localizados na Rua Corrientes, na cidade de Buenos Aires, frequentados na saída dos principais teatros. Mas não tínhamos ido ao teatro, nem saído para passear sem rumo pelas livrarias e lojas de discos da avenida. Não me lembro exatamente, mas provavelmente estávamos saindo de alguma marcha ou talvez da entrega de alguma declaração coletiva à Embaixada de Honduras ou ao Ministério das Relações Exteriores argentino, onde denunciávamos a situação pela qual o país de Berta estava passando.</span></p>
<p><span style=""><span style="font-weight: 400;">Quando ela viajava para a Argentina, a Equipe de Educação Popular </span><i><span style="font-weight: 400;">Pañuelos en Rebeldía</span></i><span style="font-weight: 400;"> coordenava cada momento de visita, cada conversa necessária. Quem frequentava o espaço queria ouvi-la, saber mais sobre aquele país tão distante do qual tínhamos ouvido falar tão pouco na escola. As místicas do espaço Pompeya, a ronda com as Mães da Praça de Maio, as mesas das Feministas em Resistência nos Encontros Plurinacionais, o Tribunal dos Povos contra as Transnacionais, com a presença de defensoras de diferentes territórios, sempre faziam parte da agenda. </span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Em cada um desses lugares, quando ela falava, o silêncio imperava. Poucas pessoas como Berta conseguiam expressar a brutalidade sem perder a ternura.</span></p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53966" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-1024x576.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">– Foto retirada de Nodal</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">“Honduras funciona como um encrave, como um laboratório”, concluía Berta ao longo de suas reflexões; um país laboratório no qual são feitos experimentos com a vida dos povos para traçar as melhores políticas de invasão ianque. Ela sabia que poucas de nós poderiam apontar com exatidão num mapa as linhas que delimitam Honduras na América Central. Certamente, as fronteiras e os limites não estavam entre as suas preocupações, mas ela sabia que existiam e que era preciso rompê-los.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Esta entrevista, como estava dizendo, foi realizada em uma pizzaria, com sons e cheiros cotidianos. Era o último dia da visita de Berta e ela tinha falado em diferentes espaços ao longo do dia. Daria apenas para jantar e relaxar, tomar uma cerveja e jogar conversa fora; no dia seguinte, sairia muito cedo para ir ao aeroporto. O descanso era tão necessário quanto as suas denúncias, que se multiplicavam a cada ano, e para nós era urgente comunicar tanta hostilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Nos aproximamos dela junto com uma companheira, para perguntar se poderíamos realizar a entrevista, tão esperada. Imediatamente, ela nos disse que sim. Pensamos que ficaríamos paradas ali no meio do corredor da pizzaria e que só poderíamos fazer uma ou duas perguntas. Mas não, ela propôs que todas nos sentássemos em outra mesa para poder ouvir com atenção e responder cada pergunta com calma e de forma aprofundada.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Nós sabíamos, por conversas e trocas em confiança que tivemos, que a situação de Berta em seu território era mais complexa a cada dia. As violências tinham se tornado cotidianas e a comunidade exercia seu direito à autonomia através do controle territorial. O que não sabíamos é que essa seria nossa última noite com ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Um ano e alguns meses depois, mataram nossa companheira, nossa irmã. Berta, de palavras serenas e sorrisos de cumplicidade. Berta, a defensora dos povos e dos rios. Hoje somos todas Berta, e isso não é apenas uma palavra de ordem: suas reflexões e lutas percorrem todos os territórios e fomentam a luta por sua defesa. A esperança de Berta nos faz despertar todos os dias, porque, mais cedo ou mais tarde, “vamos consegui-lo”, como o rio lhe disse certa vez.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400; ">Camila Parodi, 2022</span></p>
<hr />
<p><strong><span style="">– Apesar da “mudança de governo”, vemos uma continuidade do golpe de Estado contra Manuel Zelaya em 2009, uma espécie de golpe disfarçado. Qual é o contexto atual no qual o povo de Honduras se encontra diante desse cenário?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">– Infelizmente, já tínhamos dito isso, e hoje estamos caminhando para a internalização de um projeto de dominação em Honduras após o golpe de Estado, que não só se expandiu como também se consolidou. E essa consolidação se deu através da implementação de um grau de entrega da soberania, do território e dos recursos naturais a empresas transnacionais, mineradoras, ao setor energético, a muitas empresas turísticas, à exploração das florestas, à exploração de mão de obra barata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Estamos em um país onde a injustiça social é terrível e as desigualdades são abissais. É um dos países mais violentos do mundo, com a maior taxa de homicídios da região e uma intensa militarização que acompanha todo esse projeto de dominação, que afeta particularmente as mulheres, pois o fortalecimento da militarização significa um maior ataque contra as mulheres em todos os níveis e aspectos que podemos imaginar.</span></p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-scaled.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53965" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-616x410.jpg" alt="" width="616" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-616x410.jpg 616w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-1024x682.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-1536x1023.jpg 1536w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-2048x1364.jpg 2048w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-640x426.jpg 640w" sizes="(max-width: 616px) 100vw, 616px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">– Foto retirada de Radio Kermese</span></em></p>
<p><strong><span style="">– Quais são esses aspectos e mecanismos de controle?</span></strong></p>
<p><span style=""><span style="font-weight: 400;">– Vivemos num país de enclaves coloniais</span><span style="font-weight: 400;">, onde fomos divididos numa aberração nunca vista em quinhentos anos: a entrega brutal de Honduras naquilo que o Estado chama de zona de empregos e desenvolvimento econômico, popularmente conhecida como &#8220;cidades-modelo&#8221;. Isso implica a criação de enclaves coloniais, que contarão com seus próprios governos, legislação, medidas de imigração, exército e tribunais, bem como com mecanismos próprios para criar acordos de livre comércio sem passar pelo Congresso Nacional. É uma terceirização da justiça. Os governantes podem ser estrangeiros; e, de fato, alguns já foram escolhidos, o que vai significar a chamada rachadura do Estado hondurenho, pois o transforma em &#8220;republiquetas&#8221;.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Desde o golpe de Estado vem sendo preparado todo um aparato legislativo para garantir uma “segurança jurídica” a todos esses investimentos através da privatização e da militarização. Assim foram aprovadas medidas e incentivos para investimentos em mineração, extrativismo, turismo, energia, e soma-se a isso a criminalização dos movimentos sociais através de leis como a de inteligência e a de intervenção na comunicação, tanto na pública quanto na privada, todas copiadas da Colômbia. Além disso, as figuras jurídicas utilizadas para nos acusar têm mudado de tal forma que os lutadores e as lutadoras sociais têm que enfrentar situações perante a qual o Estado não é uma instituição que funciona para o povo, com seus graus de impunidade, total falta de amparo e violação dos Direitos Humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Neste contexto, foram aprovadas leis, como a lei de pesca, por exemplo, que oferece concessões para plataformas marítimas, algo impressionante, que nunca tinha acontecido antes, e que entrega as plataformas às empresas petroleiras, como já ocorre. E, no caso dessa lei, ela também vai servir para entregar [as concessões] à grande indústria de camarões, atacando o trabalho dos pescadores artesanais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">As cidades-modelo são projetadas da mesma forma que há quinhentos anos: da mesma forma como alguns de nossos territórios foram divididos para extrair ouro, enquanto outros para prata, índigo, e fomos sendo divididos em enclaves de frutas, de banana. A mesma coisa está acontecendo agora, especialmente no caso dos povos indígenas Lenca, que são alvos do maior ataque, porque estão exatamente onde existe a maior riqueza.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; "> <strong> ¿O que são as “cidades-modelo”? </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; "> Em pelo menos três territórios de Honduras, foi implementado o projeto de &#8220;Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico&#8221; (ZEDE). São cidades que funcionam com leis, instituições e forças armadas próprias, com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros. Para as organizações sociais e indígenas, essa delimitação tem como objetivo construir locais para a instalação de economias ilegais, para o narcotráfico e para a privatização/expropriação de territórios tradicionais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">Tudo isso em uma situação econômica dramática, em que mais de oitenta por cento da população vive na pobreza e na miséria, segundo dados do Banco Mundial e da ONU, com uma violência brutal sem precedentes: 89 mortes a cada 100 mil. E em cidades como San Pedro Sula, com menos de um milhão de habitantes, a taxa de mortalidade por assassinato é superior a 180. Em Honduras estamos vivendo uma carnificina humana e isso não é algo isolado, é planejado, é o resultado de uma enorme injustiça social, política e econômica.</span></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p><strong><span style="">–Como isso afeta os lutadores e as lutadoras e, em particular, a juventude?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">– Os mais atingidos e impactados por essa carnificina são os jovens. Um relatório de organizações de defesa da infância mostrou que quase 400 crianças menores de 18 anos foram assassinadas em Honduras até agora, só em 2014. As taxas de feminicídio, de assassinatos políticos e e assassinatos da população LGBT são brutais. Então vivemos em um país onde ser uma lutadora é muito difícil, onde apenas sobreviver já é um milagre por si só.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">    Caravanas migrantes</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">Desde 2018, milhares de pessoas têm migrado à força pelo recrudescimento das violências em Honduras. As caravanas de migrantes no norte da América Central se deram ao longo dos anos; no entanto, elas ganharam mais relevância em número e frequência nos últimos tempos. Através das caravanas, grupos de migrantes decidiram se deslocar, principalmente a pé, para chegar aos Estados Unidos, atravessando o México. Em resposta a essa ação, o ex-presidente Donald Trump construiu um muro fronteiriço de 3.000 km.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="">–-Nesse quadro, no qual os movimentos visualizam uma tripla dominação capitalista, patriarcal e racista, quais estratégias e alternativas estão sendo construídas a partir do campo popular?</span></strong></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400; ">– Neste momento, o desafio enfrentado pelo movimento popular é enorme, porque estamos vindo de um grau de desmoralização bem forte, de um golpe de Estado que não pôde ser revertido e da perda de um partido no qual o povo tinha, de alguma forma, colocado suas esperanças de ter algo diferente. Mas com a fraude, as pressões e a manipulação dos Estados Unidos e da direita, assim como os erros da própria esquerda, ela perdeu as eleições. E o Partido Nacional foi o vencedor, com Juan Orlando Hernández (JOH), que está entregando o país inteiro. Acho que ele é ainda pior do que o Porfirio López, porque era praticamente quem estava no comando e tinha o poder nas administrações passadas, então agora ele só tem que executar, porque já tinha aprovado tudo no Congresso. É por isso que é um grande desafio, porque viemos dessa combinação de desmoralização dramática do povo.</span></p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53967" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-1024x576.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5.jpg 1200w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">– Foto retirada de Sierra Club</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Neste período, estamos na luta pela sobrevivência, na luta para nos manter como organizações perante os ataques produzidos a partir do poder, que é pura contrainsurgência, como nos anos anteriores. Não é verdade que na América Central essas estratégias de contrainsurgência contra os movimentos sociais tenham sido desmontadas. Elas continuam vivas, são sustentadas e financiadas – embora tenham mudado de modalidade para uma ainda mais perigosa. Temos resistências comunitárias a partir das bases, resistências e revoltas nos territórios, de exercício direto da autonomia e do controle territorial. E isso quer dizer que as comunidades fazem um esforço imenso para refirmar, reconhecer e recuperar seus territórios.</span></p>
<p><strong><span style="">–Como no caso do Río Blanco, certo?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">–Isso, no setor norte de Intibucá.  Na área da fronteira, os povos indígenas estão numa luta obstinada e direta contra as transnacionais e as empresas da oligarquia hondurenha. Então isso também quer dizer que há um aumento dos riscos e do nível de desproteção diante dos ataques às comunidades, contra os povos indígenas e aos próprios movimentos como o COPINH devido à criminalização instaurada.</span></p>
<p><strong><span style="">-E o COPINH, particularmente, em qual situação está? </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Estamos em um processo de autorreflexão crítica sobre os nossos erros, de ter canalisado o movimento social, em sua maioria, em um processo eleitoral. E isso precisa ser aprofundado, ainda precisa ser amadurecido, mas estamos agora em um contexto de diversas lutas territoriais, com muitas lutas comunitárias e, como consequência, com muita repressão e assassinatos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">E então o grande desafio que temos pela frente é o de voltar a se articular, não apenas através da Frente Nacional de Resistência Popular, mas também através de outro espaço igualmente legítimo que estamos construindo. Acho que reavivar e canalizar a esperança, a convicção de que temos razões para continuar lutando por uma Honduras diferente e refundada continuará fomentando a mobilização popular e a resistência de forma articulada.</span></p>
<p><strong><span style="">-E abandonando a aposta eleitoral?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">No COPINH, assumimos uma posição crítica sobre isso, enquanto organização não nos associamos a nenhum partido político, nem queremos aderir a nenhum partido político. Nem mesmo no LIBRES (&#8220;Liberdade e Refundação&#8221;, um partido político de esquerdas em Honduras), que é fruto da resistência ao golpe, nós poderíamos; escolhemos permanecer como um movimento autônomo e independente, que aposta na luta anticapitalista, antirracista e antipatriarcal. Mas isso não significa que consideramos um erro ter criado um partido, é necessário travar essa batalha. Significa somente que é importante não submeter ou não transformar o movimento social em um apêndice dos partidos políticos. Assim como não abandonar a luta social, que tem propostas políticas emancipatórias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Assim, seria importante conseguir vincular os objetivos de uma aposta partidária eleitoral definida claramente pela refundação, e não por reformas, com posições como os mandatos das assembleias populares da Frente de Resistências Populares. Se pudermos concretizar e criar realmente uma vontade política de avançar nessa proposta de vida, então, sim, teremos uma possibilidade de convergência. Mas isso não significa que temos que nos casar, mas que devemos manter nossa autonomia, com uma coordenação estratégica, compreendendo que somos diferentes e que podemos convergir se tivermos um projeto de emancipação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">No LIBRES há um debate em curso, um grupo de companheiros e companheiras que estão repensando essas questões, mas claramente há muitos desafios. Separar a liderança das práticas políticas partidárias que questionamos é sempre muito difícil, implica uma revolução em todo esse processo e a formação de uma nova força social, revitalizada, com uma verdadeira proposta para o povo hondurenho, que consiga alcançar toda a injustiça mencionada e com novas práticas políticas éticas que assumam a complexidade e a diversidade que somos, aí está a fórmula para avançar. Que a diversidade seja a riqueza, mas com um horizonte de convergência política claro para desmantelar a tripla dominação que vivemos hoje.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="">    Xiomara presidenta</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">    Em Honduras, em 28 de novembro de 2021, foram realizadas eleições presidenciais e Xiomara Castro foi eleita a primeira presidenta na história do país. Sua vitória marca o fim do período político fraudulento e conservador que começou com o golpe de Estado contra José Manuel Zelaya em 2009. Em seu programa, Xiomara Castro prometeu a &#8220;refundação de Honduras&#8221; e o fim do narcoestado.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">    Durante a posse de Xiomara, Berthita Cáceres Zúniga, atual coordenadora do COPINH e filha de Berta, entregou à presidenta a “Vara Alta Lenca”, símbolo de reconhecimento, respeito e autoridade, mas também para reafirmar o compromisso com a organização e o pedido de justiça por Berta Cáceres.</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53968" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-630x315.jpg" alt="" width="630" height="315" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-630x315.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-640x320.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1.jpg 750w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">– Foto retirada del Diario La Tribuna</span></em></p>
<p><strong><span style="">– No momento do golpe de Estado, o lugar das feministas nas ruas foi muito importante e contribuiu muito para o debate interno dentro dos movimentos populares para que assumissem a luta contra o golpe e contra a violência patriarcal. Ao mesmo tempo, nesse processo de transformação se intensificou o questionamento interno sobre a violência machista nos próprios movimentos. Como esse processo está sendo sustentado e qual é o papel das feministas, que foram tão importantes na resistência hondurenha?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">– Diante das múltiplas formas de dominação, as lutas das organizações e das mulheres feministas passaram a um outro momento, mas que ainda tem como fio condutor o que construímos após a resistência ao golpe. Nesse contexto, tanto as organizações de mulheres quanto as mistas, as rurais e as urbanas, estão fazendo um esforço para continuar lutando contra o patriarcado, primeiro dentro das organizações do próprio movimento popular, o que, de alguma forma, implementamos. Mas é claro, tem sido muito difícil, e acho que ainda temos um longo caminho a percorrer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Como mulheres, estamos agora na luta pelos Direitos Humanos, porque a violência contra as mulheres aumentou e agora há mais assassinatos escancarados de mulheres por serem lutadoras sociais. É por isso que agora estamos unindo forças para defender nossas vidas, porque estamos acompanhando todo o processo de criminalização, de cerco e assédio, e de ameaças constantes. Esses são pontos comuns que unem os movimentos indígenas, negros, feministas e camponeses; é por isso que no próximo ano vamos retomar a proposta de refundação do Estado a partir da perspectiva antipatriarcal que nos une.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">A partir desse encontro e desse intercâmbio, estamos avançando, criando algo que pode não ser necessário nos contextos de outros países, mas que é necessário no nosso, que é nutrir-se de esperança mais uma vez para contrapor um pouco da desmoralização ocorrida, revitalizar nossa luta e a convicção do que fazemos para tentar retomar uma visão mais atualizada, de acordo com a leitura sobre o que passamos e dos nossos desacertos, para uma nova proposta, retomando o projeto de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">A resistência não começou com o golpe de Estado; nós mulheres, mulheres indígenas e negras, temos um século de resistência. Seguimos nos encontrando; como feministas e povos indígenas, temos concordâncias políticas no debate dentro da Frente de Resistência e, como também temos concordâncias na luta antipatriarcal, essa articulação continua sendo sustentada.</span></p>
<p><strong><span style="">– Dada a forte presença feminista na resistência e a tensão com outros setores do campo popular desde o golpe, depois de todos esses anos, o avanço do feminismo dentro do campo popular foi mantido ou houve um retrocesso?</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">– Houve um pouco de desânimo nos movimentos feministas. Do nosso ponto de vista, também estava presente o medo. Essa desesperança também atingiu o movimento feminista, que também teve diferenças nos posicionamentos sobre a questão eleitoral. Ao mesmo tempo, acho que existem alguns setores que estão voltando agora à via institucional. Embora algumas propostas possam ser interessantes, há também o risco de serem absorvidas pelo governo, pelas instituições oficiais, como no caso da lei sobre os defensores, que decide quem é defensor e quem não é. É muito perigoso. Portanto, existe um debate, algumas discussões e diferenças porque mesmo antes do golpe de Estado já existia essa abordagem, e eu não estou dizendo que ela é ruim em todos os contextos, mas no contexto hondurenho é muito difícil.</span></p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53969" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-630x351.jpg" alt="" width="630" height="351" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-630x351.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-640x356.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4.jpg 790w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400; ">Foto retirada de DW</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Mas também entendemos que existe uma situação de desespero devido à violência. Mesmo assim, essa dinâmica institucionalizada só aprofunda o buraco da criminalização e da estigmatização, pois aqueles e aquelas de nós que assumimos ser lutadores e lutadoras sociais e indígenas, ao invés de defensores, acabamos sendo tachados de terroristas. Há muitas coisas nas quais é preciso trabalhar e pelas quais temos que continuar lutando. Mesmo assim, no final das contas, com a experiência da luta contra o golpe e a resistência, tendo posições políticas claras sobre a dominação múltipla, acredito que vamos conseguir criar convergências, já que temos mais elementos para concordar do que divergências.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="">    Justiça Para Berta</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">    Em 5 de junho de 2021, o Tribunal de Justiça de Honduras condenou por unanimidade o ex-diretor da empresa hidrelétrica Empresa Desarrollos Energéticos S.A (DESA), Roberto David Castillo, como o autor intelectual do femicídio político de Berta Cáceres, ocorrido em 2 de março de 2016.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">Castillo foi presidente-executivo da DESA e é o primeiro autor intelectual do crime a ser condenado. Através do julgamento, foi possível demonstrar a participação da empresa, em cumplicidade com o Estado hondurenho, no assassinato da defensora dos rios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; ">Em 2019, outras sete pessoas foram condenadas, incluindo Douglas Bustillo, antigo chefe de segurança da DESA, que – de acordo com o Tribunal de Justiça – se comunicava com Castillo.</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-medium wp-image-53970" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6.jpg 880w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><span style=""><i><span style="font-weight: 400;">Foto retirada de Vida Nueva</span></i></span></p>
<hr />
<p><span style=""><span style="font-weight: 400;"><a href="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES.png"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53974 alignleft" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-290x410.png" alt="" width="290" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-290x410.png 290w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-724x1024.png 724w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-1086x1536.png 1086w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-1448x2048.png 1448w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-640x905.png 640w" sizes="(max-width: 290px) 100vw, 290px" /></a>Esta entrevista faz parte da série &#8220;Defensoras. La vida en el centro&#8221; [Defensoras. A vida no centro], um trabalho conjunto do </span><i><span style="font-weight: 400;">Marcha Noticias</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da </span><i><span style="font-weight: 400;">Acción por la Biodiversidad</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o apoio da Fundação Siemenpuu.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">Escolhemos Berta para dar início à série porque sua luta marcou uma reviravolta na resistência e na defesa dos territórios que têm prosseguido ao longo dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; ">*A entrevista foi realizada por Camila Parodi e Ana Castillo na cidade de Buenos Aires em novembro de 2014.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; "><strong>Edição</strong>: Laura Salomé Canteros, Camila Parodi e Nadia Fink</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; "><strong>Ilustração:</strong> Ximena Astudillo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; "><strong>Tradução:</strong> Luiza Mançano</span></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/berta-caceres-nos-mulheres-indigenas-e-negras-temos-um-seculo-de-resistencia/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Berta Cáceres:  “Tenemos un siglo de resistencia las mujeres, indígenas y negras”</title>
		<link>https://marcha.org.ar/berta-caceres-tenemos-un-siglo-de-resistencia-las-mujeres-indigenas-y-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 12:22:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiales]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Castillo]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[Defensoras]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<category><![CDATA[Ximena Astudillo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=53955</guid>

					<description><![CDATA[Berta es la primera de las muchas entrevistadas para nuestra serie “Defensoras. La vida en el centro”, un trabajo conjunto de Marcha Noticias y Acción por la Biodiversidad. La elegimos para dar el puntapié inicial porque su lucha marcó un cambio de época en las resistencias y la defensa de los territorios que continuaron durante los últimos años.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; "><em>El feminicidio político de la defensora de los ríos y lideresa del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), Berta Cáceres Flores, constituye un punto de inflexión en el reconocimiento de las Defensoras de los territorios del Sur Global. A seis años de su siembra, compartimos sus reflexiones para la serie “Defensoras. La vida en el centro”, un trabajo conjunto de Marcha Noticias y Acción por la Biodiversidad.</em> </span></p>
<p><strong><span style=" font-size: 14pt;">Por Redacción Marcha * | </span><span style=" font-size: 14pt;">Ilustración: Ximena Astudillo </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Berta, junto con la comunidad del Río Gualcarque, se oponía a la construcción del proyecto hidroeléctrico “Agua Zarca” de la empresa DESA en su territorio, y por eso fue asesinada por un grupo de sicarios contratados por esta misma empresa, en complicidad con el Estado hondureño.</span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53963 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-630x372.jpg" alt="" width="630" height="372" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-630x372.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres-640x378.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/Berta-caceres.jpg 770w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="">&#8211; Foto tomada de Colombia informa</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Desde aquel asesinato en 2016 a la actualidad, los pueblos de Abya Yala pusieron en evidencia diferentes formas de amenazas y ataques vinculados con el avance sobre los territorios de los proyectos extractivistas que traen consecuencias a las que se suman las de la crisis sistémica que expuso la pandemia de covid-19 y la crisis climática.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">En 2015, Berta recibió el Premio Medioambiental Goldman, </span><span style="font-weight: 400;">el máximo reconocimiento mundial para activistas de medio ambiente. En la ceremonia de premiación, </span><span style="font-weight: 400;">la defensora de los ríos anticipó el actual contexto de crisis social y ambiental:</span><b> “¡Despertemos humanidad, ya no hay tiempo!”.</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">En su último viaje a la Argentina, durante 2014, dialogamos con Berta. Ella expuso, en clave de género, la situación del pueblo hondureño ante el avance de la privatización y los saqueos de sus territorios y bienes comunes en complicidad con el Estado hondureño y su brazo paramilitar. Hablamos, también, del lugar de las feministas en la lucha de los movimientos populares, indígenas y campesinos.</span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53964 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo-596x410.jpg" alt="" width="596" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo-596x410.jpg 596w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo-640x441.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo-704x484.jpg 704w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo-540x370.jpg 540w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/29herederaES9-jumbo.jpg 1024w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Hablamos con Berta en una pizzería, en uno de esos restaurantes emblemáticos que se ubican en la calle Corrientes de la Ciudad de Buenos Aires a la salida de los principales teatros. Pero no habíamos ido al teatro, tampoco habíamos salido a caminar sin destino alguno por las librerías y disquerías de la avenida. No recuerdo con exactitud, pero seguramente veníamos de alguna marcha o quizás de la entrega de alguna declaración colectiva en la Embajada de Honduras o en la Cancillería Argentina, donde denunciábamos la situación que atravesaba su país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Cuando viajaba a la Argentina, el Equipo de Educación Popular Pañuelos en Rebeldía coordinaba milimétricamente cada momento de su visita, cada charla necesaria. Quienes frecuentábamos el espacio queríamos escucharla, conocer más de ese país tan lejano del que tan poco nos habían hablado en la escuela. Las místicas del espacio de Pompeya, la ronda con las Madres de Plaza de Mayo, las mesas de Feministas en Resistencia en los Encuentros Plurinacionales, el Juicio Ético-popular a las Transnacionales junto a defensoras de diversos territorios siempre hacían parte de la agenda. En cualquiera de estos lugares, cuando hablaba ella, el silencio imperaba. Pocas personas, como Berta, lograban enunciar la crueldad sin perder la amorosidad.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53966 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-1024x576.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/3-Berta-tomada-de-Nodal-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="">&#8211; Foto tomada de Nodal</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">“Honduras funciona como enclave, como laboratorio”, concluía cada tanto en sus reflexiones; un país laboratorio donde se experimentaba con la vida de los pueblos y se diseñaban las mejores políticas de invasión yanqui. Ella sabía que pocas personas podríamos marcar con certeza en un mapa las líneas que delimitaban a Honduras en Centroamérica. Ciertamente, las fronteras y los límites no le preocupaban, pero sabía de su existencia y de la necesidad de romperlos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Esta entrevista, como decía, se hizo en una pizzería con sus ruidos y olores cotidianos. Era el último día de su visita y Berta había hablado toda la jornada en diferentes espacios. Sólo quedaba cenar para distender, tomarnos una cerveza y chusmear un poco; al otro día saldría muy temprano para el aeropuerto. El descanso era necesario pero, también, sus denuncias se multiplicaban año a año y teníamos la urgencia de comunicar tanta hostilidad. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Nos acercamos con una compañera para preguntarle si podíamos realizar esa entrevista tan deseada. Inmediatamente Berta nos dijo que sí. Pensamos que nos quedaríamos paradas en el medio del pasillo de la pizzería y que sólo podríamos realizar una o dos preguntas. Pero no, nos propuso que nos sentáramos en otra mesa para escucharnos mejor y se tomó el tiempo para responder cada pregunta en profundidad. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Sabíamos, por las charlas e intercambios de confianza que habíamos tenido, que su situación en el territorio era cada día más compleja. Las violencias se habían vuelto un cotidiano y la comunidad estaba ejerciendo su derecho a la autonomía a través del control territorial. Lo que no sabíamos es que esa era nuestra última noche con ella.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Un año y unos meses después asesinaron a nuestra compañera, a nuestra hermana. Berta la de las palabras claras, la de la sonrisa cómplice. Berta, la defensora de los pueblos y de los ríos. Hoy Berta somos todas, y no se trata de una consigna: sus reflexiones y luchas recorren cada territorio y alientan a su defensa. Su esperanza nos sigue despertando cada mañana porque más temprano que tarde “lo vamos a lograr”, como alguna vez el río le dijo a ella.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style=" font-size: 14pt;"><em><span style="font-weight: 400;">Camila Parodi, 2022</span></em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">–</span><b>A pesar del “cambio de gobierno” vemos una continuidad del golpe de Estado contra Mel Zelaya en 2009, una suerte de golpe enmascarado. ¿Cuál es el contexto actual en el que se encuentra el pueblo en Honduras ante este escenario?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">–Lamentablemente habíamos dicho eso, y hoy caminamos a </span><b>la introyección de un proyecto de dominación en Honduras después del golpe de Estado que, no sólo se ha expandido sino que se ha consolidado.</b> <b>Y esa consolidación es a través de la implantación de un nivel de entrega de la soberanía, territorio y bienes de la naturaleza a empresas trasnacionales, mineras, al sector energético, a la gran cantidad de empresas turísticas, a la explotación forestal, la explotación de mano de obra barata.</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Estamos en un país donde la injusticia social es terrible y las desigualdades son abismales. Se trata de uno de los países más violentos del mundo, con la tasa de homicidio más alta de la región y de una intensa militarización que acompaña todo ese proyecto de dominación, que en particular afecta muchísimo a las mujeres, porque al reforzarse toda la militarización significa mayor agresión para las mujeres en todos los niveles y aspectos que podamos imaginar.</span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53967 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-1024x576.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-5.jpg 1200w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="">&#8211; Foto tomada de Radio Kermese</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">–</span><b>¿Cuáles son estos aspectos y mecanismos de control?</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">–Vivimos en un país de enclaves coloniales donde nos han repartido bajo una aberración, como nunca hemos visto en quinientos años: la brutal entrega de Honduras en lo que se le llama, en el Estado, como la zona de empleos y desarrollo económico, conocida popularmente como “ciudades modelo”. Esto implica la conformación de enclaves coloniales, que van a tener sus propios gobiernos, legislación, medidas migratorias, ejército y tribunales, como así también su mecanismo propio para generar tratados de libre comercio sin que esto pase por el Congreso Nacional. Es una tercerización de la justicia. Sus gobernantes pueden ser extranjeros; de hecho se han escogido ya algunos y esto va a implicar lo que se llama resquebrajamiento del Estado de Honduras, ya que lo convierte en “republiquetas”.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>Desde el golpe de Estado se viene preparando toda una maquinaria legislativa para hacer “seguridad jurídica” a todas esas grandes inversiones a través de la privatización y militarización.</b><span style="font-weight: 400;"> Así se han aprobado medidas e incentivos de inversión minera, forestal, turística, energética y sumado a eso, la criminalización de los movimientos sociales a través de leyes como la de inteligencia y la de intervención de la comunicación tanto pública como privada, todas copias de Colombia. También las figuras jurídicas con las que se nos acusa han cambiado de tal manera que garantizan que los luchadores y las luchadoras sociales se vean enfrentadas a estas situaciones donde el Estado es como una institución que no funciona para el pueblo con sus niveles de impunidad, indefensión total y de violación de Derechos Humanos.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">En este contexto, se ha aprobado desde eso hasta leyes como, por ejemplo, la ley de pesca que concesiona plataformas marítimas, algo impresionante que nunca se había dado Y que  se le van a entregar a petroleras, como ya se ha realizado. Y en el caso de esta ley también se le va a entregar a la gran industria camaronera, atacando contra el trabajo de los pescadores artesanales. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Las ciudades modelos están diseñadas igual que hace quinientos años: así como nos repartieron a algunos para sacar oro, otros para plata, añil y nos fueron repartiendo en enclaves fruteros, bananeros. Lo mismo pasa ahora y más en el caso de los pueblos indígenas Lenca, quienes reciben la  mayor agresión porque precisamente es donde hay mayor riqueza.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><b>¿Qué son las “ciudades modelo”? </b></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">En al menos tres territorios de Honduras, se implementó el proyecto de “Zonas de Empleo y Desarrollo Económico” (ZEDE). Se trata de ciudades que funcionan con leyes, instituciones y fuerzas armadas propias con el objetivo de atraer inversiones extranjeras. Para las organizaciones sociales e indígenas, esta delimitación tiene el fin de construir sedes para la instalación de economías ilegales, el narcotráfico y la privatización/ expropiación de los territorios ancestrales.</span></span></p>
</blockquote>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">En una situación económica dramática donde más del ochenta por ciento de la población vive en niveles de pobreza e indigencia, según datos del mismo Banco Mundial y de la ONU, con una brutalidad de una violencia no antes vista: 89 muertos por cada 100 mil. Y en ciudades como San Pedro Sula, que no llega ni al millón de habitantes, la tasa de mortalidad por situaciones de asesinatos es de más de ciento ochenta. En Honduras vivimos una carnicería humana y eso no es aislado, eso es planificado, y es producto de la enorme injusticia social, política, económica.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">–</span><b>¿Cómo afecta esto a los y las luchadoras y, en particular, a la juventud?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">Los mayores afectados e impactados de esa carnicería son jóvenes. Un informe de organizaciones en defensa de la niñez ha demostrado que en Honduras se han asesinado casi 400 niños y niñas menores de 18 años en lo que va del 2014. </span><b>Los niveles de femicidio, de asesinato político y a la diversidad sexual son brutales. Entonces, vivimos en un país donde ser luchadora es muy difícil, o simplemente sobrevivir ya de por sí es un milagro.</b></span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><b>Caravanas migrantes</b></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">Desde 2018, miles de personas fueron obligadas a desplazarse por el recrudecimiento de las violencias en Honduras. </span><span style="font-weight: 400;">Las caravanas de migrantes en el norte de Centroamérica se desarrollaron a lo largo de los años; sin embargo, cobraron mayor relevancia por número y frecuencia en los últimos tiempos. A través de las caravanas, grupos de personas migrantes decidieron movilizarse, principalmente a pie, para llegar a Estados Unidos, cruzando México. Como respuesta a este accionar, el ex presidente, Donald Trump, realizó un muro fronterizo de 3000 km.</span></span></p>
</blockquote>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><b>En ese marco, en el que los movimientos visualizan una triple dominación capitalista, patriarcal y racista, ¿qué estrategias y alternativas se están construyendo desde el campo popular?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">En este momento, el desafío que tiene el movimiento popular es enorme, porque venimos de un nivel de desmoralización bastante fuerte, venimos de un golpe de Estado que no se pudo revertir y de la pérdida de un partido en el que la gente de alguna manera había puesto sus esperanzas de tener algo distinto. Pero que con el fraude, las presiones y la manipulación de Estados Unidos y de la derecha, como así también de los desaciertos de la misma izquierda, pues pierde esas elecciones. Y gana el Partido Nacional con Juan Orlando Hernández (JOH), quien está entregando todo el país. Creo inclusive que es peor que Porfirio López, porque él prácticamente fue el que mandó y tuvo el poder en las administraciones pasadas y ahora sólo le queda ejecutar porque aprobó todo desde el Congreso. Por eso es un gran desafío, porque venimos de esta combinación de desmoralización dramática del pueblo.</span></span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53965 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-616x410.jpg" alt="" width="616" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-616x410.jpg 616w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-1024x682.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-1536x1023.jpg 1536w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-2048x1364.jpg 2048w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/2015_BertaCaceres_08-640x426.jpg 640w" sizes="(max-width: 616px) 100vw, 616px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="">&#8211; Foto tomada de Sierra Club</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>En este periodo nos encontramos en la lucha por sobrevivir, de luchar para mantenernos como organizaciones ante los ataques que se generan desde el poder, que es pura contrainsurgencia como en años anteriores. </b><span style="font-weight: 400;">Es mentira que en Centroamérica se desmontaron estas estrategias contrainsurgentes contra los movimientos sociales. Siguen vivos, sostenidos y financiados </span><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">si bien han cambiado de modalidad por una más peligrosa</span><i><span style="font-weight: 400;">–,</span></i><span style="font-weight: 400;"> por lo que existir como organizaciones es un logro de por sí.</span><b> Estamos teniendo resistencias comunitarias desde la base, resistencias territoriales de levantamiento, de ejercicio directo de autonomía y control territorial. Y eso implica que las comunidades hacen un esfuerzo extraordinario para reafirmar, reconocer y recuperar sus territorios.</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><b>Como es el caso del Río Blanco, ¿no?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">Claro, en el sector norte de Intibucá. En la zona fronteriza, los pueblos indígenas están en una lucha tenaz y frontal contra las trasnacionales y empresas de la oligarquía hondureña. Entonces, eso implica también que se elevan los riesgos y el nivel de indefensión ante los ataques a las comunidades, pueblos indígenas y a los mismos movimientos como el COPINH con la criminalización instaurada.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>-¿Y en particular el COPINH en qué situación se encuentra?</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Estamos en un proceso de autorreflexión crítica de los desaciertos que hemos tenido, de sólo haber encausado al movimiento social que en su mayoría terminó en un proceso electoral. Y se debe profundizar, falta todavía madurar eso, pero estamos ahora en una situación de luchas territoriales distintas, hay muchas luchas comunitarias y por ende mucha represión y asesinatos. Y ahí el gran desafío que tenemos es volvernos a articular ya no sólo desde el Frente Nacional Resistencia Popular sino a través de otro espacio igualmente legítimo que estamos desarrollando. Creo que el refrescamiento y encauzar la esperanza, la convicción de que tenemos razones para seguir luchando por una Honduras distinta y refundada va a seguir intensificando la movilización popular y la resistencia de manera articulada.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>-¿Y abandonando la apuesta por lo electoral?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">En el COPINH tuvimos una posición crítica ante eso, como organización no nos vinculamos ni nos quisimos adherir a ningún partido político. Ni siquiera a LIBRES (“Libertad y Refundación”, partido político de izquierdas en Honduras), que es producto de la resistencia al golpe, pudo; elegimos mantenernos como movimiento autónomo e independiente apostándole a la lucha anticapitalista, antirracista y antipatriarcal. Pero tampoco es que consideremos que sea un error haber creado un partido, es necesario dar esa batalla. Sólo que</span><b> es importante no plegar o no convertir en apéndice de los partidos políticos al movimiento social. Así como no abandonar la lucha social que tiene propuestas políticas emancipatorias.</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Entonces, si logramos engarzar los objetivos de una apuesta partidaria electoral claramente definida por la refundación, no por reformas y que tengan posturas como los mandatos de las asambleas populares de Frente de Resistencias Populares. Si podemos concretar eso y realmente generalizar una voluntad política para avanzar en esa propuesta de vida, entonces, sí podremos coincidir. Pero no quiere decir que nos tengamos que casar, sino mantenernos de manera autónoma coordinando de manera estratégica, pero entendiendo que somos distintos podemos coincidir si tenemos un proyecto emancipador.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">En LIBRES está habiendo un debate, un grupo de compañeros y compañeras que están repensando, pero claramente hay muchos desafíos. Desapegar la dirigencia de las prácticas políticas partidarias que cuestionamos siempre es muy difícil, implica una revolución dentro de todo este proceso y de la conformación de una fuerza social fresca, revitalizada y con un planteamiento real para el pueblo hondureño toque toda esa injusticia mencionada y con nuevas prácticas políticas éticas que emprendan la complejidad y diversidad que somos, y ahí está la clave para avanzar. </span><b>Que la diversidad sea la riqueza pero con un horizonte de convergencia política claro de desmontar la triple dominación que hoy vivimos.</b></span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><b>Xiomara presidenta</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">En Honduras, el 28 de noviembre de 2021, se realizaron elecciones presidenciales y fue electa Xiomara Castro, primera mandataria en la historia del país. Su victoria es el fin del periodo político fraudulento y conservador que comenzó con el golpe de Estado a José Manuel Zelaya, en 2009. En su programa, Xiomara Castro prometió la “refundación de Honduras” y el fin del narcoestado. </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">Durante su asunción, Berthita Cáceres Zúniga, actual coordinadora del COPINH e hija de Berta, entregó a la mandataria la “</span><span style="font-weight: 400;">Vara Alta Lenca” como símbolo de reconocimiento, respeto y autoridad, pero también para reafirmar el compromiso con su organización y el pedido de justicia por Berta Cáceres.</span></span></p>
</blockquote>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53968 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-630x315.jpg" alt="" width="630" height="315" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-630x315.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1-640x320.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/baston-1.jpg 750w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="">&#8211; Foto tomada del Diario La Tribuna</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><b>En el momento del golpe de Estado, el lugar de las feministas en las calles fue muy importante y aportó mucho al debate interno de los movimientos populares para asumir la lucha contra el golpe y contra la violencia patriarcal. A su vez, en este devenir se intensificó la problematización interna sobre la violencia machista en los mismos movimientos ¿Cómo se mantiene y cuál es el rol de las feministas que fue tan importante en la resistencia hondureña?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">Ante la múltiple forma de dominación, las luchas de las organizaciones y de las mujeres feministas hemos pasado a un momento distinto, pero que no deja de tener el hilo de lo que construimos después de la resistencia al golpe. En ese marco, las organizaciones tanto de mujeres como mixtas, rurales y urbanas están haciendo el esfuerzo de seguir dando esa lucha en contra del patriarcado, primero dentro de las mismas organizaciones del movimiento popular que de alguna manera lo hemos implementado. Pero claro, ha sido muy duro, y yo creo que tenemos un largo camino por recorrer todavía.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>Como mujeres estamos ahora en la lucha de los Derechos Humanos, porque pesa cómo ha crecido la violencia hacia las mujeres y ahora con más asesinatos de mujeres por ser luchadoras sociales de una forma muy cínica. </b><span style="font-weight: 400;">Por eso ahora nos encontramos cerrando filas por defender nuestras vidas, por estar tratando de acompañar en todo proceso de criminalización, de asedio y hostigamiento, de amenaza constante. Estas son coincidencias que nos encuentran a los movimientos indígenas, negros, feministas y campesinos; por eso el año que viene estaremos retomando la propuesta de refundación estatal desde la perspectiva antipatriarcal que nos une.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Desde el encuentro y el intercambio vamos avanzando, generando algo que quizás en otro contexto de otros países no sea necesario pero en el nuestro sí, que es alimentarnos de esperanza nuevamente de contrarrestar un poco esa desmoralización que ha habido, tratar de refrescar nuestra lucha y la convicción de lo que hacemos para tratar de reimpulsar otra vez una mirada ya más actualizada de acuerdo a la lectura de lo que hemos vivido y de los desaciertos para hacer el planteamiento nuevamente retomando el proyecto de vida.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><b>La resistencia no comenzó con el golpe de Estado, tenemos un siglo de resistencia las mujeres, indígenas y negras. Seguimos encontrándonos; </b><span style="font-weight: 400;">como feministas y pueblos indígenas tuvimos una coincidencia política en el debate dentro del Frente de Resistencia y, como pudimos coincidir en la lucha anti patriarcal, se sigue sosteniendo esta articulación.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><b>Ante la fuerte presencia feminista en la resistencia y la tensión a otros sectores del campo popular desde el golpe, luego de estos años que pasaron, ¿se mantiene este avance del feminismo dentro del campo popular o hubo un repliegue?</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">Ha habido un poco de desaliento en los movimientos feministas. Desde nuestro entender, es que hay miedo también. Esa desesperanza también golpeó al movimiento feminista, que tuvo diferencias también de posiciones en cuanto al tema electoral. A su vez, creo que hay algún sector que ahora está volviendo a ingresar un poco a la vía institucional. Si bien puede ser que algunas sean interesantes, se corre el riesgo también de ser absorbidas por el gobierno, desde la institucionalidad oficial, como es el caso de la ley de defensores la cual decide quiénes son defensoras y quiénes no. Es muy peligroso. Entonces hay un debate, algunas discusiones y diferencias porque ya antes del golpe de Estado estaba este acercamiento, y yo digo que no es malo en algún contexto, pero en el contexto hondureño es muy difícil.</span></span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53969 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-630x351.jpg" alt="" width="630" height="351" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-630x351.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4-640x356.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-4.jpg 790w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;">&#8211;<em><span style=""> Foto tomada de DW</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">Pero entendemos también que hay una desesperación por la situación de violencia. </span><b>Aun así, esta dinámica institucionalizada sólo hace acrecentar la brecha de criminalización y estigmatización ya que quienes se asumen como luchadores y luchadoras sociales e indígenas en vez de defensores terminamos siendo terroristas</b><span style="font-weight: 400;">. Hay muchas cosas para trabajar y seguir luchando. Pero aun así en el fondo, con la experiencia vivida en la lucha contra el golpe y la resistencia, teniendo las posiciones claras políticas de la múltiple dominación, creo que vamos a coincidir, ya que tenemos más cosas en las que coincidir que en las diferencias. </span></span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><b>Justicia Para Berta</b></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; "><span style="font-weight: 400;">El 5 de junio de 2021 el Tribunal de Sentencia de Honduras  condenó de forma unánime al ex directivo de la empresa hidroeléctrica Empresa Desarrollos Energéticos S.A (DESA), Roberto David Castillo, como coautor intelectual del femicidio político de Berta Cáceres, ocurrido el 2 de marzo de 2016.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt; ">Castillo había sido el presidente ejecutivo de DESA y se trata del primer autor intelectual con condena firme. A través del juicio, se pudo demostrar la participación de la empresa, en complicidad con el Estado hondureño, en el crimen de la defensora de los ríos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style=" font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">En 2019, fueron sentenciadas otras siete personas entre las cuales se encuentra Douglas Bustillo, antiguo jefe de seguridad de DESA, </span><span style="font-weight: 400;">quien </span><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;">según el Tribunal de Sentencia</span><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;"> tuvo comunicación con Castillo.</span></span></p>
</blockquote>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53970 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/berta-6.jpg 880w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style=""><em>&#8211; Foto tomada de Vida Nueva</em></span></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53974 alignleft" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-290x410.png" alt="" width="290" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-290x410.png 290w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-724x1024.png 724w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-1086x1536.png 1086w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-1448x2048.png 1448w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/BERTA_CACERES-640x905.png 640w" sizes="(max-width: 290px) 100vw, 290px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;  font-size: 14pt;"><em>Esta entrevista hace parte de la serie “Defensoras. La vida en el centro”, un trabajo conjunto de Marcha Noticias y <a href="https://www.biodiversidadla.org/">Acción por la Biodiversidad</a> con apoyo de la Fundación Siemenpuu. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;  font-size: 14pt;"><em> Elegimos a Berta para dar el puntapié inicial porque su lucha marcó un cambio de época en las resistencias y la defensa de los territorios que continuaron durante los últimos años.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-weight: 400;  font-size: 14pt;">*La entrevista fue realizada </span><span style=" font-size: 14pt;">por Camila Parodi y Ana Castillo </span></em><em><span style=" font-size: 14pt;">e</span></em><em><span style=" font-size: 14pt;">n la Ciudad de Buenos Aires </span></em><em><span style=" font-size: 14pt;">en noviembre de 2014.</span></em></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><strong>Edición:</strong> Laura Salomé Canteros, Camila Parodi y Nadia Fink</span></p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><strong>Ilustración:</strong> Ximena Astudillo</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style=" font-size: 14pt;"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-53961 aligncenter" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-630x236.png" alt="" width="630" height="236" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-630x236.png 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-1024x384.png 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-1536x576.png 1536w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-2048x768.png 2048w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2022/03/TWT_POST_1200X600-640x240.png 640w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></span></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/berta-caceres-tenemos-un-siglo-de-resistencia-las-mujeres-indigenas-y-negras/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bertha Zúñiga Cáceres: “Cuando me despedí de mi madre, ella nos dijo que no tuviéramos miedo”</title>
		<link>https://marcha.org.ar/bertha-zuniga-caceres-cuando-me-despedi-de-mi-madre-ella-nos-dijo-que-no-tuvieramos-miedo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 20:20:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin Fronteras]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Zuñiga]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Maru Waldhüter]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=53180</guid>

					<description><![CDATA[El martes 6 de abril se inició el juicio contra David Castillo, empleado de la familia Atala Zablah y coautor del femicidio político de la lideresa del COPINH, Berta Cáceres.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><i><span style="font-weight: 400;">El martes 6 de abril se inició el juicio contra David Castillo, empleado de la familia Atala Zablah y coautor del femicidio político de la lideresa del COPINH, Berta Cáceres, el 3 de marzo de 2016. En el día de ayer, Bertha Zúñiga Cáceres coordinadora del COPINH e hija de Berta aportó su testimonio que desmiente algunas de las declaraciones y estrategias implementadas por la defensa de Castillo.</span></i></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><b>Por Maru Waldhuter y Camila Parodi</b></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">Desde el </span><span style="font-weight: 400;">Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras</span><span style="font-weight: 400;"> (COPINH) sostienen que “el juicio contra Castillo debe ser tan solo el inicio del proceso de juzgamiento de las personas involucradas en el crimen”  sino que también “debe proseguir para quienes son sus jefes, los señores Daniel Atala Midence, Jacobo Atala, Pedro Atala y José Atala”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">El proceso judicial lleva más de 38 días de audiencias, este martes 15 de junio se presentaron pruebas aportadas por acusaciones privadas y fue el turno de Bertha Zúniga, </span><span style="font-weight: 400;">actual Coordinadora General de COPINH</span><span style="font-weight: 400;">. La hija de Berta Cáceres dio su testimonio en el marco de la audiencia en el que quedó reflejada la condición de lideresa social de su madre y  se demostraron los ataques y hostigamientos que tuvo que enfrentar por su lucha contra el Proyecto Agua Zarca, dirigido por David Castillo. “</span><span style="font-weight: 400;">Mi madre fue una luchadora social durante muchos años de su vida” sostuvo la joven durante su declaración. “Durante los años del 2013 hasta el 2016, ella dedicó gran parte de su esfuerzo a reivindicar los derechos de las comunidades Lenca y defensa del Río Gualcarque&#8221; afirmó. </span><span style="font-weight: 400;">Berthita fue acompañada por las </span><span style="font-weight: 400;">comunidades del pueblo Lenca que lucharon junto a su madre contra el avance de la empresa.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-53182" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584487-547x410.jpg" alt="" width="547" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584487-547x410.jpg 547w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584487-1024x768.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584487-640x480.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584487.jpg 1280w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">“Ella decía que le tenía más temor a las acciones sutiles de inteligencia de David Castillo que a las amenazas del sicario Douglas Bustillo”, afirmó Bertha Zúniga en su declaración. En el desarrollo de la audiencia se demostró científicamente la utilización de informantes utilizados por Castillo y la empresa DESA para controlar los movimientos de COPINH y Berta. </span><span style="font-weight: 400;">“El COPINH siempre tuvo luchas difíciles, pero nunca tuvo un nivel de persecución, hostigamiento y violencia como con el proyecto Agua Zarca del señor David Castillo”, sostuvo la coordinadora del COPINH.</span><span style="font-weight: 400;"> A su vez, el peritaje pudo probar el incremento de las comunicaciones entre los informantes y la empresa en los meses previos al asesinato de Berta Cáceres. Tal como lo destaca COPINH el peritaje demuestra que el crimen se cometió en el marco de la defensa del Río Gualcarque encabezada por la comunidad de Río Blanco y Berta Cáceres. La empresa DESA tenía como finalidad apropiarse de las aguas para la construcción del Proyecto Agua Zarca. </span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">Durante todo el proceso judicial la Defensa intentó dar cuenta de la existencia de un vínculo previo entre David Castillo y Berta Cáceres para descartar las acusaciones existentes. Sin embargo, el testimonio de Bertha Zúniga derrumbó esta tesis y dio cuenta del hostigamiento, vigilancia y múltiples ataques dirigidos por Castillo a Berta. Finalmente concluyó:</span> <span style="font-weight: 400;">“Cuando mi madre fue asesinada recibimos las condolencias de muchas personas alrededor del mundo, pero del señor Castillo que dicen que era su amigo nunca tuvimos ni un mensaje”.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">Cabe aclarar, así como sostiene el COPINH, que la imposición de la represa Agua Zarca en el territorio de la comunidad de Río Blanco fue ilegal. No se cumplió con la debida consulta previa libre e informada que hace parte del convenio 107 de la OIT que insta a las empresas a implementar a dialogar con las comunidades,de forma que se demuestra que el único objetivo de este accionar se centraba en beneficiar a DESA. Así como sostuvo la coordinadora del COPINH en su declaración “la empresa representaba la violación al derecho a la consulta de las comunidades indígenas, la afectación de las montañas y el bosque, además del impacto social con el tema de la violencia, persecución y amenazas y principalmente afectaba el rio que es sagrado para la comunidad” y el femicidio político de Berta Cáceres se enmarca en este proyecto de usurpación y saqueos de las vidas y los territorios indígenas.</span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-53188" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5069331191047498096-630x354.jpg" alt="" width="630" height="354" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5069331191047498096-630x354.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5069331191047498096-640x360.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5069331191047498096.jpg 960w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">Así como lo sostiene COPINH a lo largo de la difusión del juicio, se evidencia una serie de irregularidades que confirman su lectura sobre lo ocurrido. Entre ellas, manifiestan que e</span><span style="font-weight: 400;">l testigo Ramón Rosa mintió sobre el proceso de consulta en las comunidades durante su declaración. Según él, en los procesos de &#8220;consulta&#8221; las personas firmaban estar de acuerdo con el proyecto; sin embargo, existen pruebas de la falsificación de firmas por parte de DESA para beneficiar su proyecto. Según el Art. 519 del nuevo Código Penal de Honduras, el testigo que en causa judicial falta a la verdad en su testimonio, debe ser castigado con la pena de prisión de 5 a 7 años y la impunidad con la que el testigo desafía esta ley. Este accionar da cuenta de un posible proceso de complicidad político, judicial y empresarial, y obliga a las organizaciones sociales y de Derechos Humanos a difundir y dar seguimiento a este hecho.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-53183" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584489-547x410.jpg" alt="" width="547" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584489-547x410.jpg 547w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584489-1024x768.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584489-640x480.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584489.jpg 1280w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">En su declaración, Berthita confirmó que el compromiso de su madre con la defensa de las comunidades y sus territorios en ese entonces no tenía vuelta atrás: “Ella me dijo que ella iba a llegar hasta donde las comunidades quisieran y las comunidades ya habían dicho que estaban dispuestas a morir en defensa del río Gualcarque”. Y a continuación manifestó: “En la lucha de Río Blanco, Berta Cáceres puso todo el conocimiento y experiencia que había obtenido en su vida de lucha”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">“Cuando me despedí de mi madre, ella nos dijo que no tuviéramos miedo, que en este país podía pasar cualquier cosa, pero que no tuviéramos miedo” afirmó Bertha Zúniga Caceres frente a un tribunal que representa tantos años de injusticia para Berta, su familia y su comunidad. Sin embargo, el coraje y la entereza con la que la referente asumió una nueva instancia de exposición dejó a la audiencia conmovida. A pesar de las interrupciones, suspensiones e intentos de desgaste implementados desde el sistema judicial, la justicia para Berta es un hecho y se confirma día a día en las audiencias del juicio contra David Castillo. La fortaleza de su familia y de su comunidad no permitirá que atenten contra su dignidad ni contra la historia de lucha de su lideresa.</span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-53184" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584485-547x410.jpg" alt="" width="547" height="410" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584485-547x410.jpg 547w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584485-1024x768.jpg 1024w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584485-640x480.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2021/06/photo5064523374591584485.jpg 1280w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/bertha-zuniga-caceres-cuando-me-despedi-de-mi-madre-ella-nos-dijo-que-no-tuvieramos-miedo/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Honduras: ¿Cómo sigue el caso de Berta Cáceres?</title>
		<link>https://marcha.org.ar/honduras-como-sigue-el-caso-de-berta-caceres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[César Saravia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 13:24:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin Fronteras]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[bertha zuñiga]]></category>
		<category><![CDATA[coordinadora de medios en solidaridad con COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe PC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=52306</guid>

					<description><![CDATA[La situación de pandemia por COVID 19 ha introducido nuevos retos en la lucha por justicia por Berta Cáceres, la lideresa del COPINH.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><i><span style="font-weight: 400;">La situación de pandemia por COVID 19 ha introducido nuevos retos en la lucha por justicia para Berta Cáceres, la lideresa del COPINH, asesinada por sicarios vinculados al Estado de Honduras en el año 2016.</span></i></span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">Por Zoe Pc</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">A 56 meses del asesinato de la luchadora indígena Berta Cáceres, su organización, el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) sigue exigiendo verdad y justicia contra la impunidad en el país centroamericano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">A pesar de la importante visibilidad a nivel internacional que tuvo el asesinato de lideresa del pueblo Lenca, la lucha para lograr una justicia verdadera continúa siendo ardua y trabada por muchas irregularidades, campañas de difamación y encubrimiento. En ese marco, desde el COPINH aseguran que los obstáculos para lograr una justicia real sólo han aumentado debido al contexto de la pandemia, ya que este escenario ha permitido un ambiente de menos transparencia y mayor dilatación.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">En noviembre de 2018, fueron condenadas siete personas, consideradas “autores materiales”, se trata de los sicarios contratados y pagados para llevar a cabo el crimen que arrebató la vida de Cáceres y atentó contra la vida del ambientalista mexicano Gustavo Castro. Sin embargo, como los miembros de la familia de Cáceres y COPINH aseguraron en este momento “las condenas al eslabón más bajo de la estructura criminal con las que el Estado hondureño pretende silenciar la demanda de justicia, </span><b>no termina la lucha por justicia para Berta Cáceres y el pueblo Lenca, por el contrario, se profundizan nuestros esfuerzos</b><span style="font-weight: 400;">” (énfasis añadido).</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">Esto se debe a que el asesinato llevado a cabo el pasado 2 de marzo del año 2016 contra la vida de Berta Cáceres no fue aleatorio, ni un crimen “pasional” como intentaron disfrazar desde los medios de comunicación en el momento. Sino que refleja el punto más violento de una campaña de vigilancia, hostigamiento, amenazas, intimidación y criminalización que enfrentaba Berta y sus compañeras y compañeros del COPINH como la comunidad toda de Río Blanco que se dedicaban a resistir la imposición ilegal del proyecto hidroeléctrico ‘Agua Zarca’. Esta campaña violenta hace parte de un esfuerzo conjunto entre las fuerzas de seguridad del Estado hondureño, la seguridad privada de la empresa Desarrollos Energéticos S.A. (DESA) que impulsaba el proyecto Agua Zarca, y por personas privadas contratadas (sicarios, paramilitares).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">En ese marco, para el COPINH la justicia no se limita a la condena de quienes solamente dispararon, sino juzgar y castigar los responsables “detrás de toda la trama de persecución, hostigamiento, ataques y amenazas que llevaron al asesinato de Berta Cáceres”. En este sentido, en los últimos meses, el COPINH ha entrado a una etapa clave en esa búsqueda que tiene que ver con dos casos de los 13 que son parte de la Causa Berta Cáceres: el caso contra David Castillo, presidente del Consejo de Administración y representante legal de DESA, y el caso ‘Fraude sobre el Gualcarque’.</span></p>
<h1><span style="font-size: 14pt;"><b>David Castillo: primera pieza del entramado de los autores intelectuales</b></span></h1>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">El presidente de la empresa DESA, Castillo, fue capturado el pasado 2 de marzo del año 2018 mientras intentaba huir del país. A él se lo acusa de participación en el asesinato de Berta Cáceres como autor intelectual, que implica desde la vigilancia de Berta en el territorio, la planificación del asesinato y la coordinación entre las accionistas más importantes de la empresa y el grupo de sicarios que ejercutaron el crimen. Castillo es militar y egresado de la escuela militar estadounidense “West Point&#8221; y se desempeñó como subteniente de inteligencia militar de las Fuerzas Armadas en Honduras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">La detención de Castillo es de mucha importancia no solamente por su participación en el vil crimen del asesinato de Berta Cáceres, pero también por su papel en la imposición ilegal del proyecto ‘Agua Zarca’ que es el base del caso que se discutirá más adelante ‘Fraude sobre el Gualcarque’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">La coordinadora general del COPINH e hija de Cáceres, Bertha Zúniga, explica que Castillo “es la persona con el perfil más alto hasta el momento capturado y que tiene unos vínculos muy importantes con los accionistas mayoritarios de la empresa que son de la familia Atala Zablah, una familia que forma parte de la oligarquía y pues sigue en la total impunidad.” Para Zúniga y el COPINH, “la condena de Castillo debe derivar en investigaciones hacia estas otras personas que a más de 4 años ya cerca de 5, pues se mantienen en impunidad.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">Aunque el equipo legal del COPINH asegura que hay muchas pruebas en su contra, el proceso judicial contra Castillo por el asesinato de Berta Cáceres está en peligro por el vencimiento de la prisión preventiva. La coordinadora general del COPINH explica que “se ha convertido en una reiterada actuación de la defensa de Castillo de imposibilitar el desarrollo de este proceso con una serie de recursos legales para obstaculizar el desarrollo del mismo.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">Tanto Zúñiga como el COPINH, entienden este accionar en dos sentidos, “uno de someter al límite el vencimiento de la prisión preventiva y buscar un excarcelación del señor Castillo. Pero también lo entendemos como una actuación maliciosa que intenta obstaculizar el proceso de búsqueda de justicia, de seguir encubriendo las actuaciones que lo vinculan como parte de este crimen y por ende encubrir los vínculos con los máximos responsables.”</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-weight: 400;">El COPINH </span><a href="https://copinh.org/2020/10/boletin-no-10-la-justicia-para-berta-seguira-entorpecida-por-la-defensa-de-david-castillo/"><span style="font-weight: 400;">anunció</span></a><span style="font-weight: 400;"> en un comunicado público que el 22 de octubre, después de 7 suspensiones, se realizó una de las audiencias preparatorias del juicio de David Castillo. Sin embargo, como en otras ocasiones, la defensa del gerente de la empresa hidroeléctrica presentó más recursos, según COPINH “con el fin de dilatar el proceso en busca de la impunidad.” Adicionalmente la organización indígena denunció que siguen siendo excluidos del proceso y el poder judicial se negó a transmitir la audiencia públicamente. En el caso contra Castillo, quedan grandes retos, y solo un poco más de seis meses para realizar el juicio contra él ya que la Sala I del Tribunal de Sentencia declaró que su prisión preventiva vence el día 25 de mayo de 2021. El COPINH seguirá insistiendo que se haga justicia.</span></span></p>
<h1><span style="font-size: 14pt;"><b>Fraude sobre el Gualcarque</b></span></h1>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">El caso “Fraude sobre el Gualcarque” surgió el 4 de marzo de 2019 cuando la Misión de Apoyo contra la Corrupción e Impunidad en Honduras (MACCIH) y la Unidad Fiscal Especial Contra la Corrupción e Impunidad “presentaron requerimiento fiscal contra 16 funcionarios públicos por delitos de fraude, abuso de autoridad, violación de los deberes de los funcionarios, negociaciones incompatibles con el ejercicio de funciones públicas y falsificación de documentos, hechos cometidos con el objetivo de favorecer a la familia Atala Zablah a través de contratos del Estado de Honduras con la empresa DESA para el desarrollo del proyecto hidroeléctrico sobre el sagrado Río Gualcarque,” según explicaron desde el COPINH.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">El proyecto Gualcarque es uno de los 51 proyectos concesionados por el estado de Honduras en territorio Lenca que Cáceres y COPINH habían denunciado. Según la organización, muchas de estas concesiones denunciadas fueron dadas tras el golpe de estado de 2009 y “conllevaron delitos de corrupción relacionados al otorgamiento de licencias para operar proyectos extractivos.” En este caso del proyecto Agua Zarca, “fue aprobado sin el consentimiento libre, previo e informado de las comunidades Lencas afectadas por el mismo.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">En este caso está fuertemente implicado el mismo David Castillo y la familia Atala Zablah. Según la investigación en el caso, la empresa DESA que impulsa el proyecto Agua Zarca fue creada de manera ilegal por dos “testaferros” que eran empleados de otra empresa de Castillo. Él había asistido a reuniones en 2009 donde se hizo la “aprobación de contratos para la producción de energía eléctrica otorgados a DESA” y posterior a la aprobación de los contratos a DESA, Castillo pasó a ser parte oficialmente de la junta directiva de la empresa junto a la familia Atala Zablah.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">La investigación en el caso revela que Castillo y la familia Atala Zablah habrían construido “una estructura criminal con el fin de imponer el proyecto hidroeléctrico y así beneficiarse económicamente” y en este contexto se cometió “una serie de crímenes y violaciones a los derechos humanos contra la comunidad de Río Blanco debido a su oposición al proyecto, desde el fraude y corrupción para producción de supuesta “energía limpia” en venta al Estado de Honduras, como el asesinato de al menos 6 personas de la comunidad de Río Blanco en defensa del agua y la vida, en las que se incluye Berta Cáceres.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">El COPINH había participado en la etapa inicial del proceso como víctima pero fue excluido en agosto de 2019 tras un recurso interpuesto por la defensa de los funcionarios, parecido a lo que sucedió durante el juicio contra los autores materiales en que el equipo legal de COPINH también fue excluido. Después de esta decisión el equipo legal de COPINH ha intentado interponer diversos recursos jurídicos para garantizar la participación de las víctimas, la comunidad afectada de Río Blanco y la organización que integra, sin embargo el caso avanza sin su participación.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">Sobre esto, la coordinadora Zúniga comentó que, “la exclusión del COPINH y de la comunidad del Río Blanco del proceso ‘Fraude sobre el Gualcarque’ habla de que el sistema de justicia no ha sido construido en Honduras para responder enmendar o subsanar el daño proporcionado hacia las víctimas, sino es una justicia instrumental que trata de maquillar los resultados con la causa para la justicia para Berta Cáceres.” En ese sentido, analizó que “a pesar de todo el sufrimiento causado por esta represa, los pueblos indígenas siguen sin ser reconocidas como victimas directas y eso también responde a la intermediación de muchos intereses poderosos que tratan de obstaculizar la presencia del COPINH por lo que pueda aportar por la información que tienen porque es una organización que ha disputado con la justicia la verdad sobre este crimen, que no es solamente el asesinato sino que es la instalación ilegal de los proyectos que han afectado los derechos territoriales, la dignidad del pueblo lenca que han desencadenado opciones de violencia hasta llegar al asesinato.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 14pt;">La justicia ya fijó una fecha para el juicio oral y público que es el 18 de enero de 2021, COPINH denuncia que si el caso avanza sin la participación directa de las víctimas, es “una flagrante violación al derecho de acceso a la justicia.”</span></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/honduras-como-sigue-el-caso-de-berta-caceres/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>¿Quién Mató a Berta Cáceres? Libro de Nina Lakhani</title>
		<link>https://marcha.org.ar/quien-mato-a-berta-caceres-de-nina-lakhani/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[César Saravia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Culturas]]></category>
		<category><![CDATA[Libros]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Zuñiga]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Zulver]]></category>
		<category><![CDATA[mas noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Lakhani]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<category><![CDATA[reseñas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=49669</guid>

					<description><![CDATA[Reseña del libro, ¿Quién mató a Berta Cáceres?, de la periodista Nina Lakhani. También el video de la presentación del libro de ayer]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Reseña del libro ¿Quién mató a Berta Cáceres?, escrito por la periodista Nina Lakhani. Compartimos, además, el video de la presentación del libro que se llevó a cabo ayer con la autora y que contó con la conducción de Nancy Tapia y la participación de Bertha Zúniga y Karla Lara.</em></p>



<p><strong>Por Julia Zulver*</strong></p>



<h4><strong>Una vida de resistencia y represión</strong></h4>



<p>En 2015, la activista hondureña Berta Cáceres ganó el Premio Goldman, el más alto honor internacional que se puede otorgar a un defensor del medio ambiente. Cuando un investigador del comité del premio la visitó en Tegucigalpa, Berta le preguntó qué pasaría si ella muriera antes de recibir el dinero del premio, una pregunta que ningún galardonado había hecho antes.</p>



<p>Sus temores no eran infundados. Cáceres fue asesinada el 2 de marzo de 2016, muerta a tiros en su bungalow de La Esperanza, en el oeste del país centroamericano.</p>



<p>Cáceres fue la líder carismática del COPINH, una organización indígena que reunió al pueblo lenca de Honduras para defender el río Gualcarque contra el proyecto de una represa hidroeléctrica financiada internacionalmente, Agua Zarca.</p>



<p>En su nuevo libro &#8211;&nbsp;<em>Quién mató a Berta Cáceres</em>&nbsp;&#8211; la periodista Nina Lakhani va más allá de contar la historia de una mujer que defiende a su comunidad contra el proyecto de una presa: &#8220;ella era mucho más que eso, porque siempre entendió las luchas locales en términos políticos y geopolíticos.&#8221;</p>



<p>Más bien, la lucha de Cáceres se extendió más allá de su pequeño rincón del mundo y sirvió como un grito de guerra contra los modelos neoliberales de desarrollo económico -y la corrupción y la violencia que propagan- más ampliamente.</p>



<p><em>¿Quién mató a Berta Cáceres?</em>&nbsp;sigue la vida y la muerte de una defensora del medio ambiente que contribuyó a la reactivación de los movimientos sociales de Honduras. La investigación documenta la participación de Cáceres en el FMLN en El Salvador, su resistencia contra las reformas neoliberales y su protesta por el golpe de Estado de 2009 contra el ex presidente Zelaya. El libro profundiza en los detalles de su asesinato a sangre fría, y en el largo y complicado proceso que siguió.</p>



<h4><strong>Deshacer un nudo gordiano</strong></h4>



<p>En la única entrevista que Nina Lakhani tuvo con Cáceres en la casa de su madre en el 2013, esta última dejó claro que ella era un objetivo. Le dijo a Lakhani que sabía que era vulnerable. &#8220;Cuando quieran matarme, lo harán&#8221;.</p>



<p>Las amenazas y el acoso eran comunes en los años anteriores a su muerte. Sin embargo, Cáceres superó sus temores y continuó movilizando a su comunidad contra quienes pretendían expropiar y destruir sus tierras y aguas, en flagrante desprecio del Convenio 169 de la Organización Internacional del Trabajo.</p>



<p>El libro de Lakhani desata meticulosamente un nudo gordiano de corrupción, impunidad y violencia, para mostrar cómo la lucha contra la presa está profundamente arraigada en la dinámica histórica de poder en Honduras.</p>



<p>Detalla la participación de las élites económicas hondureñas, instituciones internacionales como el Grupo del Banco Mundial, políticos de alto rango, violentos traficantes de drogas y sicarios, y el ejército de los Estados Unidos, en tratos turbios que consolidan el poder y el dinero en manos de unos pocos.</p>



<p>La lucha de Cáceres por el territorio de su comunidad implicaba necesariamente luchar contra estos poderosos actores. De hecho, como un entrevistado le dijo a Lakhani: &#8220;Berta era inaceptable para las élites cuyo poder desafiaba.&#8221;</p>



<h4><strong>Informar con integridad</strong></h4>



<p>El libro está escrito con esmero; el reportaje de Lakhani incluye las voces de un largo elenco de personajes, desde una&nbsp;<em>campesina </em>&nbsp;hasta el presidente derrocado Manuel Zelaya, pasando por lxs amigxs y colegas activistas de Berta, hasta los hombres acusados de su asesinato.</p>



<p>En 2016, Lakhani publicó un artículo en&nbsp;<em>The Guardian</em>&nbsp;en el que exponía que el nombre de Cáceres había estado en la lista de éxitos de una unidad militar hondureña entrenada por las fuerzas especiales estadounidenses. El ministro de defensa hondureño hizo pública su foto, acusándola de difamar falsamente a los militares, y el embajador hondureño en Londres pidió oficialmente una retractación de la historia. El embajador de los Estados Unidos en Honduras tomó medidas para desacreditarla, en particular en la medida en que su historia vinculaba a los asesinos de Cáceres con los entrenamientos militares de los Estados Unidos.</p>



<p>En 2018, mientras informaba sobre el juicio &#8211; la única periodista extranjera que lo hacía &#8211; fue acusada falsa y públicamente de tener vínculos con conocidos narcotraficantes y grupos paramilitares, y de &#8220;utilizar a la periodista como fachada para incitar a la insurgencia violenta y ayudar al crimen organizado&#8221;.</p>



<p>Honduras es uno de los países más peligrosos del mundo para los periodistas y para las mujeres. Por lo tanto, este libro sirve como testimonio del compromiso de Lakhani de decir la verdad al poder, a pesar de los riesgos personales que tuvo que correr para hacerlo.</p>



<h4><strong>¿Qué nos dice este libro sobre la justicia ambiental?</strong></h4>



<p>Un hilo que recorrió todo el libro, tejiendo décadas de historia, es la cuestión de la justicia.</p>



<p>En diciembre de 2018, un tribunal hondureño dictaminó que el asesinato de Cáceres había sido ordenado por ejecutivos de DESA &#8211; la empresa de la presa contra la que luchaba Berta cuando fue asesinada &#8211; debido a las pérdidas que el proyecto había sufrido a causa de las protestas de COPINH.</p>



<p>El libro termina con siete hombres acusados y sentenciados por su participación en su asesinato. A lo largo del libro, sin embargo, Lakhani nos hace una importante pregunta sobre si se hizo o no justicia. Desde el asesinato de Cáceres, al menos otros veinticuatro activistas por los derechos de la tierra y el medio ambiente han sido asesinados en Honduras. La corrupción continúa, el poder corporativo no tiene límites y reina la impunidad.</p>



<p>Es importante destacar que el libro no se centra en Cáceres en cuanto a su singular identidad como defensora del medio ambiente. Más bien, Lakhani tiene claro que su posición como mujer y como indígena fue un factor importante en su asesinato. A pesar de las amenazas de muerte y el acoso sexual, Cáceres se negó a guardar silencio. En un país gobernado por las reglas del machismo, esta no es una manera aceptable de comportarse para una mujer, llevando a una de sus amigas más cercanas a categorizar su asesinato como un &#8220;feminicidio político&#8221;.</p>



<p>La cuestión de la justicia &#8211; para lxs defensores del medio ambiente, para las mujeres y para lxs indígenas &#8211; está vinculada a la cuestión del poder: &#8220;la verdad requiere coraje&#8230; y el verdadero coraje significa luchar a pesar de los propios temores&#8221;.</p>



<p>Al subir al estrado después del juicio, las hijas de Berta Cáceres destacan cómo sigue la lucha de su madre y cómo nos corresponde a todas continuar la lucha de Berta por un mundo más verdadero, justo y digno. Al escribir este libro, Lakhani ha contribuido significativamente a este objetivo.</p>



<p>Presentación del libro: <strong><em>Who Killed Berta Cáceres: Dams, Death Squads, and an Indigenous Defender’s Battle for the Planet</em></strong><em>, Nina Lakhani (Verso, 2020), está disponible a partir del 2 de junio.</em></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Presentación del libro: ¿Quién Mató Berta Cáceres? de Nina Lakhani" width="854" height="480" src="https://www.youtube.com/embed/zyRFuEbOFzE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>*Publicada originalmente en <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.opendemocracy.net/es/qui%C3%A9n-mat%C3%B3-a-berta-c%C3%A1ceres/" target="_blank"><span style="color:#0693e3" class="tadv-color">openDemocracy</span></a></strong></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/quien-mato-a-berta-caceres-de-nina-lakhani/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Honduras: responsables del asesinato de Berta Cáceres podrían ser liberados</title>
		<link>https://marcha.org.ar/honduras-responsables-del-asesinato-de-berta-caceres-podrian-ser-liberados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 11:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin categoría]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[mas noticias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=48655</guid>

					<description><![CDATA[En Honduras, dos de los principales responsables del femicidio político de la lideresa Berta Cáceres podrían quedar en libertad en el marco de la pandemia producida por el Covid-19. Marcha dialogó con Berta Zuñiga Cáceres coordinadora del COPINH e hija de la defensora de los ríos. Por Camila Parodi Los asesinos condenados por el crimen [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>En Honduras, dos de los principales responsables del femicidio político de la lideresa Berta Cáceres podrían quedar en libertad en el marco de la pandemia producida por el Covid-19. Marcha dialogó con Berta Zuñiga Cáceres coordinadora del COPINH e hija de la defensora de los ríos.</em><br><br><strong>Por Camila Parodi </strong><br><br>Los asesinos condenados por el crimen de la coordinadora del COPINH Berta Cáceres, Sergio Rodríguez Orellana y Douglas Bustillo podrían ser privilegiados con prisión domiciliaria tras una admisión de la Corte que permite la presentación de un habeas corpus para presos que corren riesgo por COVID-19. Este accionar fue denunciado la semana pasada por el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh).</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>“El Copinh denuncia enérgicamente que las autoridades del Estado de Honduras y del Instituto Nacional Penitenciario dirigido por el Ejército de Honduras pretendan dejar en libertad a estos asesinos convictos aprovechando la crisis de salud que atraviesa el país”, denunció el COPINH en su comunicado.</p></blockquote>



<p>En el comunicado dan cuenta de las gestiones llevadas a cabo por los abogados de los trabajadores de la familia Atala Zablah, quienes fueron condenados a 30 años de prisión por el asesinato de Berta para que sean libertados por supuestas&nbsp;razones médicas en medio de la emergencia sanitaria.</p>



<p>&#8220;Para nosotros es lamentable esta noticia pero ciertamente no es algo que nos extraña -explica Bertita- se trata de un patrón que ha venido teniendo el Estado de Honduras y es el patrón de actuación de casi todos sus funcionarios&#8221;. Bertita, la hija lideresa Berta Cáceres, asumió la coordinación del COPINH tras el asesinato de su madre. Y hoy, junto a sus hermanas y hermano, no descansa en el pedido de Justicia por su mami. Por eso no duda al leer el momento &#8220;es la corrupción y que claro, se aprovecha esta crisis. Están aprovechando este contexto en todo sentido para que las personas que están vinculadas a grupos de poder y a grupos económicos resulten beneficiadas cuando no debería ser así&#8221;.</p>



<p>Si bien el hacinamiento que tienen las cárceles de Honduras hoy en día lleva a la necesidad de repensar el encierro en este marco de crisis, como sucede la Argentina y en la mayoría de los países pobres, no puede ser la excusa de privilegio. &#8220;Existen criterios, pautas&#8221; explica Bertita &#8220;pero aqui se aprovecha esa corrupción que hay también en los centros penitenciarios y que ahora están jugando un papel más protagónico en esta decisión a partir de lo que la corte ha emitido&#8221;. Siendo son las personas que han participado de un crimen que se lo denominó de alto impacto y que tiene una pena de 30 años de prisión.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>&#8220;Sabemos que siempre han sido protegidos por personas que la empresa de DESA, respaldado con sus abogados y sus campañas para que puedan salir siendo pues asesinos&#8221; manifiesta la coordinadora del COPINH. &#8220;Pero lo que a nosotras nos preocupa es la lucha que se ha hecho tan fuerte por encaminar y encauzar la justicia para Berta que todavía siguen y que ahora quieran aprovechar esta situación&#8221;.</p></blockquote>



<p>Como en toda su lucha sostiene &#8220;nosotras responsabilizamos al Estado de Honduras. Esta situación es para nosotras muy dolorosa, es un insulto a la memoria. Sabemos que hay dificultades extraordinarias por la emergencia sanitaria y que por eso ni las instituciones judiciales están funcionando como deberían entonces hay muchas dificultades para encontrar información&#8221;.</p>



<p>Pero el problema no acaba acá, Bertita recuerda que continúan expulsados en el juicio al finalizar el proceso el año pasado y por supuesto, no pueden participar. &#8220;Si esto sigue con la normalidad del proceso y se realizara una audiencia donde seria importante que se opongan los argumentos para explicar las razones por las cuales estas personas no deberían de salir beneficiadas no podríamos participar. Porque hay criterios para ello y en este caso no se cumplen, estás son las dificultades de no estar representadas como víctimas&#8221;.</p>



<p></p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/honduras-responsables-del-asesinato-de-berta-caceres-podrian-ser-liberados/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bertha Cáceres: &#8220;Nuestra tarea es defender esos derechos que han sido conquistas históricas del COPINH &#8220;</title>
		<link>https://marcha.org.ar/bertha-caceres-nuestra-tarea-es-defender-esos-derechos-que-han-sido-conquistas-historicas-del-copinh/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 12:40:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin categoría]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=47732</guid>

					<description><![CDATA[Entrevista a Bertha Cáceres Zúñiga coordinadora general del COPINH]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entrevista a Bertha Cáceres Zúñiga, coordinadora general del COPINH e hija de la lidereza Berta Cáceres, a 4 años de su femicidio político.</em></p>
<p><strong>Por People Dispatch</strong></p>
<p><strong>Berta Cáceres fue asesinada en 2016, así que este 2 de marzo sería cuatro años desde su asesinato. ¿Como COPINH está procesando y sintiendo sobre su siembra – ahora a cuatro años? </strong></p>
<p>Yo creo que primero sentimos que han sido cuatro años muy desafiantes para nosotras, porque hemos trabajado muy arduamente para que este proceso no quede silenciado, no solamente en términos del sistema de justicia sino que sea un aporte para las comunidades en resistencia que defienden sus territorios.</p>
<p>Sin embargo creemos que Honduras actualmente tiene un contexto muy difícil, de impunidad, de corrupción, en el que a veces nos vemos entrampados en ese sistema de justicia y bueno en ese sentido eso suele ser muy frustrante igual que hemos hecho un camino muy grande también porque hemos tratado de abordar muchos procesos judiciales a la par de llevar todo el proceso organizativo de COPINH y bueno también nos sentimos a cuatro años bastante desafiados porque lograr una pequeña victoria en cuanto a la autoridad material pero vemos que las puertas empiezan a cerrarse cuando se habla de los máximos responsables y de los autores intelectuales. Entonces medio susurre todo como no solamente de los dueños y accionistas de la empresa DESA sino de los bancos financiadores y toda la cortina de impunidad que les envuelve.</p>
<p><strong>¿Qué es el estado actual de la investigación? Fueron condenadas y sentenciadas 7 personas con vínculos a DESA y el ejército hondureño. Lo último que escuchamos es que suspendieron la audiencia contra David Castillo, puede clarificar o explicar que más ha pasado? </strong></p>
<p>Actualmente logramos cerrar ese proceso de los autores materiales en que bueno para nosotros el aporte no es tanto los años de prisión que se les dieron a esas personas que igual son muchos pero son condenas mínimas para lo que un delito de asesinato con sus agravantes y de tentativo asesinato en el caso de Gustavo pues, pueden obtenerse pero lo importante para nosotros es que hay expresa en esa sentencia que Berta Cáceres fue asesinada por su lucha en defensa del Río Gualcarque y también que pues fue un crimen que fue ordenado por ejecutivos de la empresa DESA. Eso es para nosotros el aporte de este proceso.</p>
<p>Actualmente estamos esperando la audiencia de David Castillo que ha sido retrasado en varias oportunidades por parte de sus abogados. Su prisión preventiva está cercana a vencerse porque se vence el 2 de marzo, creemos que pues las fiscales van a pedir una prórroga única que puede pedirse por 6 meses más y esperamos que dentro este tiempo seamos llamados al juicio aunque no tiene fecha. Y estamos un poco al incertidumbre porque tampoco el sistema de justicia en Honduras se ha preocupado por eso</p>
<p><strong>Circuló un rumor que Berta estaba en la lista negra del ejército hondureño. Esa alegación causó ruido por varias razones – primero que en 2016 el ejército hondureño sigue manteniendo una lista negra, una práctica que tenía en la década 1980 durante la Guerra Sucia, y segundo que es posible que fue asesinado por el ejército y no por DESA. ¿Qué es la respuesta de COPINH frente a ese rumor y lo que dicen de la lista negra? </strong></p>
<p>Hace muchos años se sabe de que existe esta lista de objetivos a ser eliminados, incluso mi mami ya lo sabía. Bueno nosotros creemos que siempre las empresas actúan en contubernio. Hemos sabido la investigación que estas personas de la empresa se reunían en la casa presidencial, así lo expresan en sus comunicaciones y que además los militares bueno por lo menos Mariano Diaz Chavez que es el militar que fue condenado, es un militar de alto rango que formaba parte del estado mayor, al igual a David Castillo cuando durante fue militar. Nosotros siempre hemos dicho que nosotros no vemos de manera separada la actuación de DESA sino vemos un contubernio entre entidades del estado y la empresa, que por ejemplo al momento de que se asesina Berta Cáceres, el actual Ministro de Seguridad de Honduras, el les prometió que solo se trataba de un “lío de faldas” a pues las personas de máximo poder y que nosotros denominamos como los autores intelectuales.</p>
<p>Entonces creemos que el ejército no actuaba solo pero tampoco la empresa actuaba sola y que esa es como la expresión de esa articulación entre el poder económico y el poder militar. Y bueno la expresión también de la dictadura que está todo el proceso dictatorial que vivimos en Honduras.</p>
<p><strong>Después del asesinato, circuló en las noticias que DESA perdió bastante fondos internacionales para la represa hidroeléctrica Agua Zarca. ¿Qué es el estado actual de la represa? </strong></p>
<p>Bueno dos de los 3 bancos financiadores se retiraron del proyecto más de un año después del asesinato por el escándalo internacional en el que se habían visto envueltos al igual que la empresa alemana proveedora de turbinas y de asesoramiento en materia eléctrica por parte de la empresa que se llama Voith Hydro.</p>
<p>Y buenos digamos que el proyecto fue desmantelado también por parte de la empresa porque DESA no existe más como empresa. Sin embargo, esa concesión ha sido dado por 50 años y el estado de Honduras lastimosamente y en complicidad con estas políticas económicas no ha hecho ninguna acción para cancelar la concesión a pesar de los recursos interpuestos por COPINH obviamente en la cual la comunidad de Río Blanco participa.</p>
<p>Hemos sabido que el Banco Centroamericano de Integración Económica quiere reclamar la garantía al préstamo que este proyecto y por supuesto las situaciones sociales de violencia que dejó la empresa que han quedado instaladas en una comunidad que tampoco el estado ha hecho ningún trabajo para reparar toda la violencia que se ha vivido y que se mantiene al día de hoy las amenazas a las mujeres sobre todo que están recuperando las tierras ilegalmente vendidas a la empresa.</p>
<p><strong>En la tradición de Berta, ¿cuales son algunas de las otras campañas que está llevando el COPINH ahora que debemos destacar?</strong></p>
<p>Bueno COPINH está luchando porque en sus comunidades organizadas que son muchas, logren avanzar en la construcción de la autonomía comunitaria, y obviamente afrontar todo esta oleada extractivista y generación de energía que se está materializando en las comunidades a más de 10 años del golpe de estado y varios años del inicio de esa concesionamiento masivo.</p>
<p>Sin embargo hay muchos intereses de parte del Estado de Honduras de mostrarse frente al modelo económico como un país para hacer inversiones y por tanto ha hecho muchos leyes que vulnerabilizan a las comunidades como la ley de secretos para licencias ambientales en la Secretaría de Recursos naturales, Ambiente y Minas (MI AMBIENTE) y también en el Instituto Hondureño de Geología y Minas (INGEOMIN) que son los encargados de las licencias para proyectos mineros.</p>
<p>También en Honduras quiere hacer una ley de consulta previa que reglamenta el derecho de consulta previa, libre e informada que tienen las comunidades en el cual a las comunidades lo que se les pregunta a las comunidades no tenga una validez y bueno otras leyes que facilitan la explotación.</p>
<p>Nuestra tarea ahora mismo es defender esos derechos que han sido conquistas históricas del COPINH en estos casi 27 años de lucha y pues honrar la memoria de Berta Cáceres también creando movimientos fuertes de lucha territorial que hagan respetar esos derechos como pueblos indígenas como comunidades campesinas, pero también un proceso más amplio en materia de realizar ese proceso refundacional de Honduras, un país que tiene pues desafíos tan grandes frente a la corrupción, todo el proceso de la militarización, todo el ataque a los territorios, todos los femicidios politicos y femicidios en general que se están viviendo y bueno materializar esa lucha de Berta Cáceres.</p>
<p>&nbsp;</p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/bertha-caceres-nuestra-tarea-es-defender-esos-derechos-que-han-sido-conquistas-historicas-del-copinh/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Justicia para Berta: ¡Aguas libres, pueblos libres!</title>
		<link>https://marcha.org.ar/justicia-para-berta-aguas-libres-pueblos-libres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2020 21:26:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin categoría]]></category>
		<category><![CDATA[#HondurasResiste]]></category>
		<category><![CDATA[#JusticiaParaBerta]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[coordinadora de medios en solidaridad con COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=47709</guid>

					<description><![CDATA[A 4 años de su siembra: ¡Justicia para Berta!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A 4 años del femicidio político de la lidereza del COPINH Berta Cáceres, sus hermanas y hermanos homenajearon su lucha y exigieron justicia en su pueblo, La Esperanza. </em></p>
<p><strong>Por Camila Parodi</strong></p>
<p>Este 2 de marzo de 2020, se cumplen 4 años del asesinato a la defensora de los ríos y territorios, Berta Cáceres. Desde ese entonces, el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) del cual era coordinadora, ha reivindicado esta fecha como el día de su siembra, se trata de un homenaje a su lucha como así también una instancia de compromiso con sus ideales sabiendo que, de esta manera, Berta se multiplica.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-47721" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-4-630x355.jpg" alt="" width="630" height="355" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-4-630x355.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-4-640x361.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-4.jpg 800w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>Mientras el gobierno de Juan Orlando Hernández avanza con la privatización de los bienes comunes, en este 4to. aniversario, el COPINH elige vincular su memoria con la lucha en &#8220;la defensa del agua como bien público y como bien común&#8221; y, por ende, de la naturaleza que actualmente se encuentra disputada por empresas trasnacionales: represas, proyectos de privatización de agua, control de fuentes de agua de parte de ONG&#8217;s internacionales.</p>
<p><strong>&#8220;Lo vamos a lograr, me lo dijo el río&#8221;</strong></p>
<p>Berta logró paralizar la construcción del proyecto hidroeléctrico de la Empresa de Desarrollos Energéticos S.A (DESA) sobre el Río Gualcarque de la comunidad lenca. Proyecto que había sido apoyado tras el gobierno &#8220;de restauración&#8221; que continuó luego del golpe de estado en el año 2009 a Mel Zelaya elegido por las mayorías. Se trata del primer golpe realizado en esta nueva &#8220;oleada&#8221; de atentados contras las democracias y los gobiernos progresistas que mucho tienen que ver con la instalación de proyectos privados de extracción de bienes comunes. <a href="https://www.marcha.org.ar/en-toda-nuestra-america-ni-golpe-de-estado-ni-golpe-a-las-mujeres-i/"><span style="color: #0000ff;"><strong>&#8220;Honduras funciona como enclave extractivo&#8221;</strong> </span></a>advertía Berta en el año 2014 a meses de ser asesinada.</p>
<p>Durante la jornada de homenaje y siembra de Berta Cáceres llevada a cabo en su pueblo La Esperanza, Intibucá, Catalina Hernández integrante del COPINH dialogó con Marcha. &#8220;Para nosotros es una fecha muy especial por eso estamos reunidos. La lucha de Berta ha sido muy importante, ¡más de 27 años!, luchando por nuestros derechos como poblaciones indígenas ya que como bien sabemos nosotros antes ni éramos reconocidos como pueblos como así también la defensa de nuestros territorios&#8221; explicó la dirigente. &#8220;Esto no ha sido fácil. La defensa de la tierra es para la defensa de la vida, sin agua ni tierra no sobrevivimos como pueblos indígenas&#8221; manifestó al recordar a su compañera Berta Cáceres y  sostuvo &#8220;dicen por ahí que &#8220;la próxima guerra será por el agua&#8221; y nosotros como pueblos indígenas lo sabemos bien, vienen las empresas de otros lugares a secarnos los ríos, dejarnos sin agua y despojarnos para hacer su negocio con el gobierno&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-47720" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-2-630x355.jpg" alt="" width="630" height="355" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-2-630x355.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-2-640x361.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-2.jpg 800w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>&#8220;En la Honduras de la economía extractivista, cada vez más las empresas y el gobierno van avanzando en el control del agua, ya sea por proyectos hidroeléctricos para la generación de energía, por proyectos de agua financiados por grandes instituciones internacionales, para la riega extensiva de monocultivos y para el control de la pesca&#8221; explicó el COPINH en el marco del 4to aniversario del asesinato de su coordinadora. Actualmente, en Honduras, se han aprobado un importante número de leyes y decretos que facultan el control del agua por empresas. &#8220;Es evidente la escasez de agua producida por la explotación ambiental y el descontrol en el manejo de los bienes comunes&#8221; advirtieron desde el COPINH y recordaron &#8220;quien controla el agua controla los pueblos (&#8230;) en memoria de la compañera Berta Cáceres nos convocamos a defender los ríos, los mares y bosques del interés gobierno-empresarial de privatizar y limitar el uso del agua para el bienestar social&#8221;.</p>
<p>La lucha por justicia llevada a cabo por familiares, organizaciones sociales y de Derechos Humanos a partir del caso de Berta Cáceres generó cierta repercusión mediática y, por ende, instancias de justicia real en contraposición a todas las muertes invisibilizadas de defensores y defensoras de los territorios. En ese marco, el ingeniero eléctrico Roberto David Castillo,<strong> </strong>quien había logrado la concesión durante 20 años del Río Gualcarque, sagrado para la comunidad lenca, y que presidía el ejecutivo de la empresa hondureña al desarrollar el proyecto &#8220;Agua Zarca&#8221; fue detenido en marzo del 2018 acusado de ser el autor intelectual de la lidereza. Sin embargo, la justicia aun no es plena y para ello mínimamente se exige la detención de los hermanos Atala Zablah que tenían cargos en la junta directiva de la empresa y de quienes se ha evidenciado la complicidad en el asesinato de Berta. Los Atala Zablah pertenecen a una de las familias más poderosas de Honduras de forma que tienen fuertes vínculos con las élites dirigentes y financieras. En ese sentido, se ha confirmado que la realización de este crimen sólo fue posible por la unión con las fuerzas represivas del Estado de Honduras que &#8220;participaron de su persecución política, vigilancia y criminalización&#8221; tal como lo afirmó el COPINH.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-47719" src="http://www.marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-1-630x355.jpg" alt="" width="630" height="355" srcset="https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-1-630x355.jpg 630w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-1-640x361.jpg 640w, https://marcha.org.ar/wp-content/uploads/2020/03/berta-1.jpg 800w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>El femicidio político de la defensora de los ríos da cuenta del plan sistemático que ella misma denunciaba. Sicariato, criminalización y control de las poblaciones que defienden los territorios para intentar destruir la lucha territorial y articuladora por la refundación de Honduras. Sin embargo, advierten desde el COPINH, &#8220;su lucha no ha parado de retoñar en miles de expresiones dignas de resistencia del pueblo hondureño&#8221;. A su vez, sostuvieron en el comunicado del nuevo aniversario de su siembra &#8220;es un imperativo del COPINH y la lucha más allá de las razones estructurales que produjeron su crimen: el racismo, el no respeto al derecho de consulta de las comunidades indígenas y el respeto de la autonomía de los pueblos&#8221;.</p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/justicia-para-berta-aguas-libres-pueblos-libres/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Berta Zúniga: “Recordamos que este camino no ha terminado aquí”</title>
		<link>https://marcha.org.ar/berta-zuniga-recordamos-que-este-camino-no-ha-terminado-aqui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 13:21:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sin categoría]]></category>
		<category><![CDATA[Agua Zarca]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Zuñiga]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[COPINH]]></category>
		<category><![CDATA[DESA]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[justicia]]></category>
		<category><![CDATA[Peoples Dispatch]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe PC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=46656</guid>

					<description><![CDATA[Hoy se realizará la lectura de la sentencia de una de las causas por el crimen a la lideresa del Copinh, Berta Cáceres, que incrimina a los primeros siete procesados y abriría la puerta a la investigación sobre la responsabilidad de los autores intelectuales.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoy se realizará la lectura de la sentencia de una de las causas por el crimen contra la lideresa del Copinh, Berta Cáceres, que incrimina a los primeros siete procesados y abriría la puerta a la investigación sobre la responsabilidad de los autores intelectuales. Entrevista a Berta Zuñiga actual coordinadora del Copinh, e hija de Berta Cáceres.</p>
<p><strong>Por <a href="http://www.marcha.org.ar/tag/Camila-Parodi">Camila Parodi</a> y <a href="http://www.marcha.org.ar/tag/Zoe-PC">Zoe PC</a> Foto Copinh</strong></p>
<p>En el día de hoy se conocerá la sentencia que señalará la culpabilidad de siete de las personas que estuvieron implicadas en el asesinato de la defensora de los ríos Berta Cáceres. Entre ellos se encuentra un empleado y ex empleado de la empresa hidroeléctrica DESA, como así también miembros de las Fueras Armadas de Honduras activos hace un año. Por su parte el Tribunal ya declaró que los ejecutivos de DESA conocían y dieron su consentimiento para asesinar Berta e hicieron referencia a otras personas participantes en el crimen. En ese sentido, desde el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), organización lenca a la que pertenecía Berta Cáceres y desde la que se sostiene el proceso de búsqueda de justicia integral, se espera que la sentencia escrita contenga lo dicho en este fallo. Se entiende que el Tribunal tiene la responsabilidad ahora de ordenar más investigaciones y diligencias para capturar los autores intelectuales.</p>
<p>Durante la sentencia, el Tribunal deberá individualizar la responsabilidad de cada una de las personas condenadas, como así también ordenar nuevas investigaciones sobre el hecho que se esclareció en el debate oral y público. De forma tal que esto incluye otros actores que ordenaron y pagaron por su asesinato. Si bien desde el Ministerio Público se ha anunciado públicamente en repetidas ocasiones que siguen investigando el caso, hasta la fecha, no se han realizado más órdenes de captura por la autoría intelectual, aparte de David Castillo, quien lleva más de un años y medio en prisión preventiva, sin que avance su caso a la etapa de juicio.</p>
<p>En diálogo con <strong>Peoples Dispatch</strong> y <strong>Marcha</strong>, Bertha Zúniga, la actual coordinadora del <strong>Copinh,</strong> e hija de Berta Cáceres, reflexiona sobre esta nueva jornada de juicio y sus posibles desenlaces.</p>
<p><strong>¿Porque es importante esta sentencia para el Copinh?</strong></p>
<p>La importancia de esta sentencia es que dentro de la misma y sobre todo no solo se señala la culpabilidad de personas que estuvieron vinculadas con el hecho del asesinato, o sea los ejecutores materiales. Expresa que ese hecho tenía que ver con los intereses de la empresa DESA, del proyecto hidroeléctrico Agua Zarca y que hubo una orden desde ese lugar hacia esas personas que simplemente fueron peones o personas contratadas y que además Berta Cáceres fue asesinada por su lucha. Entonces eso es la importancia de esta sentencia, que no solamente juzga a esas siete personas sino que también abre la puerta hacia otras responsabilidades dentro de la empresa. Y que entonces el Estado tiene que comprometerse a seguir en esta línea y no cerrar el caso solo por dar algún tipo de resultado después de casi cuatro años de estas exigiendo que alguien se reduzca responsabilidad o a algunas personas o a algún estructura criminal se le reduzca responsabilidad por este hecho tan trágico.</p>
<p><strong>¿Por qué consideran que demoró tanto en salir la sentencia?</strong></p>
<p>Demoró porque supuestamente se escudaron en algunos amparos, pero realmente porque en todo ese proceso ha habido una serie de irregularidades e irrespeto incluso a los plazos que están establecidos en la ley hondureña,  que simplemente están yendo en contra del camino de la justicia y a favor de la impunidad. Nosotros recordamos que este camino no ha terminado aquí sino que hay una deuda inmensa con la justicia verdadera y que retrasar el proceso y dilatarlo ha sido la estrategia del Estado para quitarle presión por la causa a la justicia. Entonces esas son parte de las irregularidades del proceso, de no aceptación de prueba, de no inclusión de algunos peritajes, que van más allá de los autores materiales, y que amarran este hecho de los autores materiales con esa voluntad política de esta estructura criminal de asesinar a Berta Cáceres y asesinar su lucha.</p>
<p><strong>¿Cómo continúa la causa ahora respecto a la captura de los autores intelectuales?</strong></p>
<p>Solo hay un caso abierto,  que también ha sido bastante retrasado, el de David Castillo, el presidente de la empresa. Sin embargo, siempre decimos que David Castillo es el lado más débil dentro de los intereses que tomaron la decisión y apoyaron económicamente para que este hecho se materializara,  por eso es una de nuestras peticiones y exigencias es la captura de los máximos responsables, de los que ya se ven algunas pruebas y de los que se ha podido determinar algún tipo de participación, con nombres y que papel jugaban dentro de la estructura criminal.</p>
<p>El Tribunal de Sentencia de la Corte Suprema de Justicia de Honduras anunció que dará lectura a la sentencia hoy a la 1:30, hora de Honduras. El Copinh llama a una concentración en las afueras del Tribunal para exigir una vez más justicia verdadera para Berta.</p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/berta-zuniga-recordamos-que-este-camino-no-ha-terminado-aqui/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ninoska Pailakura: “Macarena defendía el territorio, el río, la vida”</title>
		<link>https://marcha.org.ar/ninoska-pailakura-macarena-defendia-el-territorio-el-rio-la-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 03:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#34Encuentro]]></category>
		<category><![CDATA[Berta Caceres]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[comunidad]]></category>
		<category><![CDATA[defensoras del territorio]]></category>
		<category><![CDATA[mapuches]]></category>
		<category><![CDATA[mas noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Ninoska Pakura]]></category>
		<category><![CDATA[portada]]></category>
		<category><![CDATA[UTT]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.marcha.org.ar/?p=46072</guid>

					<description><![CDATA[Una entrevista con Ninoska Pailakura, de la Coordinadora de Justicia por Macarena Valdés.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Una entrevista con Ninoska Pailakura, de la Coordinadora de Justicia por Macarena Valdés. Defensora del territorio, Valdés fue asesinada hace tres años en su comunidad, en Chile. Palabras que buscan justicia y buscan tejer redes.</em></p>
<p><em> </em><strong>Por Nadia Fink y Camila Parodi | Foto: Nadia Petrizzo<br />
</strong></p>
<p>Ninoska Pailalakura es parte de la Coordinadora de Justicia por Macarena Valdés, en Chile. Yudy Macarena Valdés Muñoz fue encontrada ahorcada el 22 de agosto de 2016 en su casa de la comunidad mapuche Newen.</p>
<p>Si bien la fiscalía lo calificó de suicidio, desde un principio su compañero, Rubén, y la Coordinadora dijeron que había sido asesinada. Así lo detalla Pailakura durante el Primer Encuentro de Trabajadoras de la Tierra que se llevó adelante en La Plata: “Ella era un activista, madre de cuatro niños, compañera, hermana… Y fue asesinada en el marco del conflicto con una empresa hidroeléctrica de capitales austríacos. Fue encontrada en su casa por su hijo de 11 años, a vista de su hijo de 1 año”.</p>
<p>Sobre la investigación que sigue llevándose adelante después de más de tres años, detalla: “Tres veces se quiso cerrar la investigación, pero seguimos con peritajes, pagados por la familia y amigos, y en agosto pasado el informe del forense británico John Clark demuestra que no fue suicidio, que hubo participación de terceros. Por ejemplo, se encontró un ADN también ahora en la cuerda de la que colgaron a Macarena, un ADN diferente al de ella, también de sexo femenino. No sabemos si esto es para desarticular toda la organización que tenemos como mujeres, que apoyamos la causa, pero estamos creyendo que es favorable para la investigación”.</p>
<p>Pailakura cree que el mensaje fue muy claro de parte de los dueños de la hidroeléctrica, los mismos que quieren adueñarse de las tierras y los ríos: “Se encontraron marcas de dedos en el cuello, eso demuestra que ella trató de sacarse la cuerda, que ella luchó para poder vivir. Creemos que también es un ‘mensaje’ el que ella luchó para vivir. Ella defendía el territorio, defendía el río, defendía la vida, quería darles una mejor vida a sus hijos. Y también hay un hostigamiento que se vive en la comunidad todo el tiempo: a nuestras mujeres de la comunidad las llaman por teléfono diciéndoles que les van a quemar la casa, nos siguen en la calle, hay gente que ni siquiera sabemos quién es. Estamos pidiendo también que el Estado chileno se haga parte de esto, y que cumpla con la palabra de que iban a apoyar la investigación sobre la muerte de Macarena”.</p>
<p><strong>&#8211; En ese mismo sentido, venimos viendo en estos años con el asesinato de Berta Cáceres, y también en Centroamérica, en Colombia… en todos los lugares son las mujeres las que defienden el territorio y la comunidad, ¿cómo lo ven ustedes desde Chile y en particular con Macarena?</strong></p>
<p>Macarena también luchaba con las mujeres de la comunidad y yo creo que es una estrategia también para desarticularnos, como en el caso de Berta con su hija también, para someternos, y para difundir miedo más que nada.</p>
<p><strong>-¿Y cómo continúan en esa comunidad, además del reclamo de justicia? </strong></p>
<p>Ahora continuamos, son dos procesos que van en paralelo, también un poco unidos. Estamos también en el tema de la investigación e hicimos una querella en contra de la empresa para sacarla, porque usurpó 8 hectáreas de la comunidad y ocupó el río en 8 kilómetros, esto sin ninguna firma, sin comentar nada. Están trabajando sin estudio de impacto ambiental, entonces llevamos dos luchas que van juntas. Fue un gran vacío para las mujeres que están ahí el hecho de perder una compañera, pero seguimos de pie y con más dignidad que nunca, con la frente bien en alto; hasta adelante vamos, hasta que la dignidad se haga costumbre.</p>
<p><strong>-Antes contabas que vivías en una casa rodeada por el bosque en lo alto de una montaña. ¿Cómo es un día en esa comunidad, en tu vida?</strong></p>
<p>Es hermoso, te despiertas y te duermes escuchando el río. Es escuchar los pájaros, el viento que llega y te habla… Nosotros, como mapuches, sentimos eso, una energía linda, diferente; somos gente de la tierra. También yo creo que por eso estamos aquí, que vivimos para defenderla. Ruben, el compañero de Macarena, es orfebre, hace joyas de plata, y así puede ver crecer a sus hijos y cuidarlos también. Y yo también le ayudo haciendo un trabajo un poco maternal con los niños, y también apoyo la lucha. Es hermoso, y por eso lo defendemos tanto… Con el plan IIRSA (Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Suramericana) están destruyendo todo y también estamos tratando de oponernos a eso, pero la gente de ahí lo llama “progreso”, y nosotros lo vemos de otra manera.</p>
<p><strong>-A la gente de la ciudad le cuesta imaginar una vida así porque no tiene tantas cosas hermosas de dónde agarrarse… ¿Cómo es la comunicación con las ciudades? ¿Están logrando generar ese impacto o la ciudad en Chile todavía no está teniendo esa lectura?</strong></p>
<p>A partir del caso de Macarena y con el tema de la represa hidroeléctrica hemos recibido harto apoyo de gente de la ciudad. De hecho, las primeras que le creyeron a Rubén cuando dijo que a Macarena la habían matado fue una organización lesbofeminsta antirracista que hay en Chile. Entonces, nosotros les damos cabida a ellas y a mucha otra gente que va a apoyar, no sé cómo será en otras comunidades pero nosotros intercambiamos muy bien.</p>
<p><strong>-¿Cómo estás viviendo este Encuentro y cuál es tu opinión, como mapuche, del pedido de cambio de nombre a Plurinacional?</strong></p>
<p>Me parece genial porque estamos todas en ese nombre. Le comentaba a una compañera que una a veces se siente tan sola arriba de la montaña luchando de la mano de los hombres, que son como “los más fuertes”, que una se siente sola y dice ¿y las mujeres dónde están? Y una llega acá y se siente con tanta energía femenina que una piensa que por algo una está ahí donde está. Y tiene que salir para hacer más redes, para que la lucha siga siendo más unida.</p>

<p><a href="https://marcha.org.ar/ninoska-pailakura-macarena-defendia-el-territorio-el-rio-la-vida/">Source</a></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
